Ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia depõe em inquérito de impeachment

A ex-embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, que Donald Trump classificou como “má notícia”, chegou ao Capitólio para depor nesta Sexta-feira no inquérito de impeachment da Câmara dos Deputados dos EUA sobre o presidente, e outro diplomata concordou em depor na semana que vem, enquanto a Casa Branca tenta impedir a investigação.

Marie Yovanovitch, diplomata de carreira que foi chamada de volta abruptamente em Maio, deve prestar o seu depoimento aos deputados que investigam Trump num escândalo que atingiu o seu mandato.

Os parlamentares democratas que lideram o inquérito aguardavam para ver se Yovanovitch iria comparecer, já que nesta semana a Casa Branca disse que se recusaria a cooperar com uma investigação que o presidente republicano rotulou de “tribunal canguru”. Diplomata de carreira que serviu como embaixadora dos EUA em dois outros países, a passagem de Yovanovitch como embaixadora em Kiev foi interrompida quando ela foi convocada para Washington em Maio, uma vez que aliados de Trump fizeram acusações sem sustentação de deslealdade e outras alegações contra ela.

De acordo com notícias da mídia, Trump tomou a acção após reclamações do seu advogado pessoal Rudy Giuliani e outros de que ela havia obstruído os esforços de Giuliani para convencer a Ucrânia a investigar Biden. Os democratas chamaram a sua remoção de motivação política. Gordon Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia, obedecerá a uma intimação da Câmara e deporá na Quinta-feira que vem para comités que comandam o inquérito de impeachment, disseram os seus advogados. Mas Sondland não tem autorização para divulgar documentos que os comités da Câmara pediram, informaram os seus advogados, acrescentando que ele espera que o material seja compartilhado com os comités antes da sua participação.

Inicialmente ele deveria depor na Terça-feira, mas o governo Trump o impediu de comparecer. Sondland, um doador político de Trump que contribuiu com 1 milhão de dólares para o comité de posse do republicano, trocou mensagens de texto sobre o relacionamento de Washington com a Ucrânia com outros diplomatas graduados. Democratas da Câmara receberam um arquivo de textos, parte do seu inquérito de impeachment.

O inquérito foi iniciado na esteira da queixa de um delator, encaminhada por uma pessoa da comunidade de inteligência dos EUA, sobre um telefonema de 25 de Julho no qual Trump pressionou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar um rival político, Joe Biden, e seu filho, Hunter. O ex-vice-presidente Biden é um dos favoritos na disputa do Partido Democrata para definir quem vai desafiar Trump na eleição presidencial de 2020.

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