Novas notas de Kwanza podem ter novos rostos em 2020

As novas notas de kwanzas que serão introduzidas em 2020 no mercado poderão ter novas insígnias e rostos a depender da aprovação da Assembleia Nacional. Trata – se de notas de valor facial de duzentos, quinhentos, mil, dois mil, cinco mil e dez mil Kwanzas.

O Conselho de Ministros reuniu na Quinta-feira, 10, em Luanda, em sessão ordinária, apreciou a proposta de Lei que autoriza o Banco Nacional de Angola a emitir e pôr em circulação uma nova família de notas. A pergunta que não quer calar-se é se as figuras dos ex-presidentes, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos mantêm–se ou não nas futuras notas de Kwanzas.

A nova família de notas vai denominar- se “Série 2020”. Com esta nova proposta de Lei pretende- se aprimorar os dispositivos de segurança em todas as notas, bem como alternar o substrato das mesmas, resultando assim em benefícios para quem as usa, tais como maior durabilidade, aumento significativo dos níveis de segurança e melhoria da sua qualidade De acordo com uma fonte do Banco Nacional de Angola (BNA), há várias possibilidades de mudar os rostos das novas notas nacionais que entram em circulação o próximo ano, porém a decisão será aprovada ou não no parlamento, só depois será feita a apresentação oficial, disse.

Por sua vez, o economista Francisco Silvestre acredita que a introdução das novas notas de maior valor facial no mercado poderá provocar uma inflação de preços nos primeiros meses, que posteriormente pode ser controlada com medidas adequadas. “Quando se injecta notas de maior valor facial no mercado há uma tendência de se extinguirem as notas de menor valor. Temos um mercado onde a facilidade de obter notas de menor valor facial, tendo em conta o tipo de negócio que é comercializado”, explica.

Na opinião do especialista, num curto espaço de tempo a população terá dificuldade na aquisição das notas de maior valor facial e a tendência será criar uma expectativa de preços que vai provocar escassez e alterar o preço dos produtos. “Haverá escassez de oferta de notas e poderemos assistir a uma inflação derrapante, alerta o economista”.

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