Vida e obra de Agostinho Neto retratada na Feira do Livro no Brasil

Durante o encontro, Lopito Feijóo vai relembrar o legado da acção e do passagem de Neto em terras brasileiras, bem como o panorama da literatura angolana do período pós- independência

A vida e obra do Poeta Maior, António Agostinho Neto será retratada amanhã, 13, pelo escritor angolano Lopito Feijóo, na XIII edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), que decorre desde 11 do corrente mês na capital do Estado do Maranhão no Brasil.

Lopito Feijóo, que foi convidado a participar no evento pela Secretaria Municipal da Cultura local realizado sob o lema “O Brasil atemporal na obra de Aluísio Azevedo”, em conversa com OPAÍS, realçou que no encontro vai relembrar o legado da acção e passagem de Neto em terras brasileiras, que, segundo ele, neste momento vivem uma fase difícil da sua democracia. “Agostinho Neto foi sempre uma grande referência para os jovens brasileiros da geração revolucionária de 70.

Isto em razão da luta libertadora em África e no mundo contra o fascismo, bem como em razão da carga política da sua poesia. Falar sobre o Poeta Maior significa para mim alimentar a esgolanos convidado em eventos do género é de grande importância e atribui-lhe maior responsabilidade junto do público leitor, dos seus contemporâneos e confrades de ofício. “Tudo o que me está a acontecer me obriga a reflectir, a trabalhar com maior responsabilidade e espirito de missão. Me obriga a encarar a literatura de forma cada vez mas profissional.

Penso que a base destes convites está vinculada com a qualidade do trabalho literário que temos divulgado dentro do pais e mesmo além-fronteiras”, observou. Ainda no decurso da feira que termina a 20 do mês em curso, Lopito Feijóo participará numa apresentação e sessão de autógrafos do seu livro intitulado “Coração Telúrico”, reeditado pela Essencial Editora de São Paulo, sendo a primeira edição, esgotada, datada ano de 2014. perança daquele povo e de todos os intelectuais do Brasil, por dias melhores”, enfatizou.

Ainda a 15 do corrente mês, o poeta angolano vai dissertar o panorama da literatura angolana do período pós-independência. Sobre o presente tema, referiu que vai falar das vantagens de se produzir obra literária, num contexto de liberdade de expressão e sobre a afirmação e confirmação de novas gerações literárias, com maior incidência para os confirmados nomes dos integrantes da geração de 80, como José Luís Mendonça, Ana Paula Tavares, João Tala, e os já falecidos, António Panguila e Frederico Ningui. Já no dia 16, o escritor angolano vai proceder a uma visita à Universidade Federal do Maranhão, seguida de uma conferência sobre “Os Caminhos e Perspectivas da Nova Angola”.

Para si, o facto de ser um dos poucos escritores an- Este evento, que é por sinal o maior evento cultural e de fomento à leitura no Estado do Maranhão, homenageará os escritores maranhenses Rosa Mochel e Dreifus Azobel, ambos comemorando o centenário do seu nascimento. A programação contempla mais de 600 actividades, desde oficinas, seminários, contos de histórias, cursos e minicursos de escrita criativa, palestras, debates em cafés literários, rodas de conversa com poetas, escritores e intelectuais. Prevê-se ainda o lançamento de livros e promoções literárias, espectáculos e promoções teatrais terão também lugar nos 10 dias de evento que, em anteriores edições, contou com a presença e participação de várias personalidades nacionais e internacionais.

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