Aviário forçado a vender animais por falta de água

Para além de galinhas, o aviário criava outras espécies de animais como é o caso do porco que começaram a ser comercializados por causa da escassez da água na província, segundo Hermenegildo Leite, proprietário aviário do Ovo Lélé

São no total 35 cabeças de porco que já foram comercializados a particulares para evitar que os suínos tenham o mesmo destino das mais de 16 mil galinhas poedeiras que morreram em apenas 3horas no passado Domingo. Segundo Hermenegildo Leite, por causa do crescimento que o aviário foi tendo, decidiram apostar também na criação de codornizes e porcos, sendo que estes últimos á tinham atingido mais de 60 cabeças, disse o responsável do aviário Ovo Lélé.

Gildo Leite referiu que os mais de 60 porcos são da raça landrace, mas neste momento por causa da falta de água já foram vendidos mais de metade, para que a pouca água que têm conseguido seja destinada exclusivamente às galinhas. De acordo com o responsável, da crise de água matou as mais de 18 mil aves. A estimativa é de que tenham restado pouco mais de cinco mil galinhas no aviário que estão a produzir a melhormédia que será possível alcançar. O aviário, a única da província do Cunene, é responsável pelo fornecimento de ovos em toda a toda província, bem como no Kuando-Kubango e algumas localidades da vizinha República da Namíbia.

Desemprego

Funciona com 27 trabalhadores directos e outras dezenas de forma indirecta que fazem distribuição aos grandes e pequenos comerciantes. Mas face à actual situação, a empresa prevê despedir 15, tendo em conta os prejuízos deixados pela morte das aves. Apesar de garantir que ainda não existe uma data para os despedimentos, Hermenegildo Leite disse que neste momento a empresa não tem condições para ter no seu seio tanta mão-de-obra, por estarem

a renascer das cinzas.

O aviário tem uma necessidade de consumo diário de 30 mil litros de água, que desde o momento em que se instalou a crise tem sido abastecida por camiõescisternas particulares. Inicialmente, o fornecimento deste líquido era assegurado por dois furos feitos no aviário, mas, secaram em Fevereiro, dois meses antes das primeiras aves chegarem ao local.

Sistema de captação volta a funcionar

A província do Cunene é abastecida pelo sistema de captação de água do Changongo, situada há 100 km da sede provincial de Ondjiva, que estava inoperante devido a vandalização pela população no seu sistema de transporte, segundo o responsável das águas do local, Envagelista Camati Vechy.

“Devido à seca que a província atravessa a população vandalizou as caixas para ter água para si e para dar de beber ao gado”, disse Camati Vechy, para em seguida acrescentar que o sistema de abastecimento de água começou a ser reposta faseadamente a partir de Sábado, 4, na medida em que foram recuperando num processo que durou cerca de sete dias até a água chegar a Ondjiva. Em relação ao aviário Camati disse que o empreendimento está situado a 9 quilómetros de Ondjiva e, apesar de o proprietário ter manifestado o interesse de fazer uma ligação, tal não aconteceu por falta de recursos. “Como não temos recursos fizemos um orçamento do material que era necessário para o empresário assumir e nós entraríamos apenas com a mão-de-obra, mas parece que na altura ele não tinha o valor”, disse Camati

error: Content is protected !!