Camanga cria centros de escoamento para ajudar agricultura familiar no país

Trata-se de uma empresa angolana de prestação de serviços no ramo de manutenção e construção civil e agricultura que, para estender os seus serviços e os de muitos agricultores, pretende dar respostas às necessidades de escoamento dos produtos agrícolas dos campos para as cidades.

Brenda Sambo

A empresa Camanga está focada na c on s t r uç ã o de centros logísticos para facilitar a comercialização dos seus produtos e dos agricultores que se dedicam à agricultura familiar nas 18 províncias do país, revelou, em exclusivo ao OPAÍS, o directorgeral da empresa Camanga, Josimar David. Segundo o responsável, numa primeira fase serão erguidos seis centros de distribuição nas províncias onde actuam actualmente no ramo da agricultura, nomeadamente no Huambo, Malanje, Cuando Cubango, Huíla, Bengo e em Luanda. Referiu que neste momento o centro de escoamento da província de Malanje já se encontra em fase de conclusão.

A iniciativa, de âmbito privado, surge para escoar os vários produtos que se estragam por falta de “saídas”, facto que preocupa a instituição. “A comercialização tem sido um problema sério, visto que não são todos os agricultores que têm possibilidade de levar a sua produção às cidades”, desabafou.

Por isso, a empresa, de acordo com o empresário, vai investir um total de 300 milhões de dólares para cada centro de distribuição, que engloba desde a estrutura, equipamentos como frigoríficos para a conservação e também transportes. Garantiu que para além das fazendas propriedade da Camanga, os centros logísticos serão extensivos aos agricultores que se dedicam à agricultura familial a nível das províncias.

“Queremos facilitar o escoamento aos outros camponeses, uma vez que a distribuição deve ser diversificada”, disse. Para isso, os agricultores deverão pagar uma taxa que ainda não está estipulada para ajudar a manter a conservação do estabelecimento.

Neste momento, a empresa, que actua em diversos sectores de actividade, tem fazendas na província do Bengo dentro do projecto irrigado de Caxito, onde produz banana e manga, na província de Malanje dedica-se ao cultivo da mandioca, na Huíla propriamente no município de Humpata a empresa dedica-se à produção de morango, e no Huambo, no município do Bailundo, conta com duas fazendas que produzem ananás e batata rena .

No Cuando Cubango, em Menongue, dedica-se à produção de tomate. Por outro lado, a empresa actua também no sector da construção civil e apela ao público em geral no sentido de continuar a fazer manutenção dos seus bens.

Quanto ao balanço da empresa no mercado, ressalta que é positivo, uma vez que o trabalho está a ser bem feito. “Há uma satisfação e um esforço da empresa em procurar melhorar as condições dos trabalhadores”. Referiu ainda que no ano transacto a empresa facturou um total de 130 milhões de kwanzas, arrecadados em contratos com os clientes fixos, actualmente 18. A Camanga emprega um total de 70 trabalhadores directos.

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