Putin: quando outros países tiverem armas hipersónicas, a Rússia terá algo mais poderoso

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse neste Domingo (13), que, quando os principais exércitos do mundo tiverem armas hipersónicas, a Rússia terá algo mais avançado.

Putin salientou que a Rússia não pode deixar de preocupar-se com a actual situação da estabilidade e segurança estratégicas internacionais. “Estas são coisas óbvias. Em 2002, e Trump não teve nada a ver com isso, os EUA retiraram-se do tratado de defesa anti-mísseis, que, quero enfatizar mais uma vez, era a pedra angular de todo o sistema de segurança estratégica do mundo, pois limitava as possibilidades de criar uma defesa antimísseis para ambos os países”, disse o líder russo em entrevista ao canal televisivo Al Arabiya, ao DR canal de notícias Sky Nеws Arabia e ao canal RT Arabic. “Também criamos outra arma, que mais ninguém no mundo ainda tem. São sistemas de mísseis que não voam segundo uma trajetória balística, mas, sim , uma trajetória plana, mas com velocidade hipersónica. Ainda ninguém tem armas hipersónicas. Mas é claro que vão aparecer nos principais exércitos do mundo. Mas nesse momento, o nosso país também terá algo [novo]. Já sei no que os nossos cientistas, designers e engenheiros estão a trabalhar”, informou Putin. O Presidente russo destacou que a saída dos EUA do tratado sobre a defesa anti-mísseis de alguma forma letação de sistemas de defesa antimísseis em países da OTAN perto das fronteiras russas. Relações EUA -RÚSSIA Durante a entrevista, Putin também comentou a necessidade de normalizar as relações entre a Rússia e os Estados Unidos. “Nós sabemos, todos sabem o que o Presidente dos Estados Unidos, Sr. Trump, diz sobre as relações EUA-Rússia. Sabemos que, durante a campanha eleitoral anterior, ele era a favor da normalização, mas, infelizmente, isso ainda não foi feito”, continuou. Fim do INF O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) deixou de vigorar oficialmente no dia 2 de Agosto de 2019. No início deste ano, Washington informou Moscovo da sua intenção de abandonar o acordo, acusando a Rússia de ter violado os termos do tratado. A Rússia nega todas as acusações. Em Junho, a Rússia suspendeu a sua participação no tratado, declarando repetidamente que sempre cumpriu totalmente os termos do INF. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, lembra que os russos têm eles próprios fortes dúvidas em relação ao cumprimento do tratado pelos norte-americanos. O poderoso tufão Hagibis, que passou pelo Leste e centro do Japão entre a noite de Sábado (12) e o início da manhã deste Domingo (13), deixou pelo menos 26 mortos, segundo o balanço da emissora japonesa NHK. Esse número, no entanto, pode aumentar, pois 18 pessoas estão desaparecidas e 175 ficaram feridas. O Hagibis, que foi acompanhado por chuvas com intensidade considerada “sem precedentes”, causou inundações e deslizamentos de terra. Quatorze rios transbordaram no país. Quase meio milhão de casas chegaram a ficar sem energia. Na manhã deste Domingo, 100 mil permaneciam sem luz. A tempestade, a mais forte a atingir Tóquio desde 1958, tocou o solo em Shizuoka (no dos para retirada de moradores isolados pelas inundações. Uma mulher de 70 anos caiu de uma altura de 40 metros enquanto era resgatada na cidade de Iwaki, na região de Fukushima. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Em Kawagoe, Noroeste de Tóquio, os salva-vidas retiraram um grupo de idosos, alguns em cadeiras de rodas, de um lar de idosos por barco. A rede pública de televisão NHK mostrou um dos seus helicópteros a transportar vários habitantes retidos em telhados, de acordo com a France Presse. O primeiro-ministro Shinzo Abe convocou uma reunião de emergência de ministros relevantes e enviou o ministro encarregado da gestão de desastres para as áreas mais afectadas. O Governo também criou uma força especial para lidar com os danos, informou a NHK. “O Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para cooperar com as agências relevantes para restaurar os serviços o mais rápido possível”, disse Abe. Central nuclear Em Fukushima, no Norte do país, a Tokyo Electric Power Co relatou leituras irregulares de sensores que monitoram a água na sua central nuclear de Fukushima Daiichi durante a noite. O complexo está paralisado desde o terramoto e tsunami em 2011. Não há indícios de danos. A NHK mostrou áreas residenciais inundadas nas regiões Centro e Leste do Japão, onde rios transbordam. Maiores danos foram registados em Nagano. A emissora também mostrou helicópteros militares transportando passageiros que estavam isolados. vou a uma corrida aos armamentos. “Infelizmente, tudo isto, de uma maneira ou de outra, levou a uma certa corrida aos armamentos. Isso é já um facto consumado. Infelizmente, é assim”, acrescentou. O Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (ABM) foi assinado em 1972 pela URSS e os EUA e interditava os sistemas anti-mísseis nos países signatários. Os Estados Unidos abandonaram este tratado em 2002. Nivelar potencial nuclear Além disso, o chefe de Estado russo afirmou que a tentativa de nivelar o potencial nuclear estratégico da Rússia por meio da implantação de sistemas de defesa anti-mísseis nas proximidades das suas fronteiras está condenada ao fracasso. “Isto acontece muito perto das nossas fronteiras e, naturalmente, representa uma ameaça para nós, porque é uma tentativa de nivelar o nosso potencial nuclear estratégico. Esta tentativa está condenada ao fracasso, já é óbvio. Acho que, para os especialistas, também já é óbvio”, ressaltou Putin sobre a implan

 

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