Novos casos de VI H crescem 21% no Brasil

O Brasil está entre os países com maior crescimento do vírus na América Latina entre 2010 e 2018; novos dados foram publicados nesta Segunda-feira pelo Programa Conjunto da ONU para VI H/SID A

O número de novas infecções por VIH no Brasil subiu 21% entre 2010 e 2018, segundo dados publicados esta Segunda-feira pelo Programa Conjunto da ONU para VIH/SIDA, UNAIDS. Esse número coloca o país lusófono entre os países da América Latina com o maior aumento. Em 2018, cerca de 100 mil pessoas contraíram o vírus na região. O assessor de projectos e activista da ONG brasileira Gestos, Jair Brandão, disse à UNAIDS que o mundo “está vivendo a quarta década da epidemia de SIDA e continua a existir muito estigma e discriminação.” Brandão lidera o projecto Index 2.0 Pessoas Vivendo com VIH no Brasil, que tem o apoio do UNAIDS e do Programa da ONU para o Desenvolvimento, PNUD. O projecto treinou 30 investigadores, que entrevistaram mais de 1,8 mil pessoas vivendo com VIH em sete cidades durante dois meses. Os resultados iniciais serão publicados no final de Novembro. Jair Brandão disse que o processo permitiu “ouvir as experiências e as histórias de muitas pessoas, que até agora não o tinham feito.” Ele diz que o estudo “dará informação sobre o que se está a passar no Brasil” e que, com esses dados, se pode “lutar por políticas e serviços sem estigma e discriminação.”

Aumento

A média de crescimento de novos casos na América Latina foi de 7%, com aumentos registados em metade dos Estados. O país com maior aumento foi o Chile, com 34%, seguido da Bolívia, 22%, e Brasil e Costa Rica, ambos com 21%. O UNAIDS diz, no entanto, que “vários países mostraram baixas impressionantes.” As maiores quedas aconteceram em El Salvador, com 48%, Nicarágua 29% e Colômbia 22%. Populações Cerca de 40% das novas infecções por VIH na América Latina em 2018 aconteceram entre homossexuais e homens que têm sexo com homens. Na região, clientes de trabalhadores sexuais representaram 15% dos novos casos. Seguiramse mulheres transgêneros, com 4%, trabalhadores sexuais, 3%, e pessoas que usam drogas injectáveis, 3%. O restante da população responde por 35% das infecções.

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