COIA quer intervenção do PR na Lunda-Norte

A comunidade  Islâmica de Angola (COIA) quer a intervenção do Presidente da República, João Lourenço, para a reabertura das 39 mesquitas encerradas em Fevereiro deste ano pelos Serviços de Fiscalização do Governo Provincial da Lunda-Norte.

O Governo da Lunda-Norte alegou que o encerramento das mesmas decorreu no âmbito da Operação Resgate, desencadeada pelo Governo Central. Mas a COIA diz haver discriminação pelo facto de apenas serem encerradas as da província da Lunda-Norte, sendo que em todo o país os muçulmanos continuam a rezar sem sobressaltos.

O secretário desta comunidade na Lunda-Norte, o angolano António(Ali) Muharica Sanhanga, disse ontem, aO PAÍS, via telefone, que a sua instituição quer a intervenção do Presidente da República para resolver este diferendo que a opõe ao Governo da Província da Lunda-Norte. Disse que no único encontro que a Comunidade Islâmica de Angola(COIA) manteve com as autoridades locais, ficou a promessa de serem reabertos os locais de culto, mas até ao momento nada foi feito. “Nós queremos que o senhor Presidente da República intervenha neste assunto para que reabram os nossos locais de culto, porque o Governo da Lunda-Norte continua indiferente sobre este assunto”, deplorou.

O responsável defendeu que haja tratamento igual, referindo que as vizinhas províncias da Lunda-Sul e Moxico continuam a praticar o culto, desconhecendo- se as razões da proibição na Lunda-Norte. “Nós queremos um tratamento igual como acontece noutras províncias. Ou encerram todas as mesquitas no país ou reabram as mesquitas da Lunda-Norte”, desabafou. Para Ali Muhuarica, a província da Lunda-Norte é a única em que os muçulmanos(angolanos e estrangeiros) estão a se sentir discriminados em relação às restantes províncias.

Recordou que, em Junho deste ano, devido ao encerramento das mesquitas, muitos muçulmanos (angolanos e estrangeiros) tiveram que se deslocar às províncias vizinhas para passarem o Ramadão, considerado um dos pilares mais importante do islão. Outros fiéis transpuseram a fronteira indo para a República Democrática do Congo(RDC)para passarem este momento considerado como sendo o mais importante na vida de um muçulmano.

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