Restos mortais do músico Chico Montenegro vão hoje a enterrar no Cemitério de Sant’Ana

Vão hoje a enterrar no Cemitério de Sant’Ana em Luanda, os restos mortais do músico e compositor Chico Montenegro, falecido Sábado em Luanda. O músico que, por sinal, foi uma das vozes mais representativas do chamado “bolero” angolano e um dos fundadores do histórico Conjunto “Jovens do Prenda”, padecia de câncer e havia sido submetido nos últimos dias, a uma intervenção cirúrgica, mas não resistiu.

Chico Montenegro nasceu no bairro Prenda em Luanda, a 2 de Outubro de 1952. Cantor, compositor e percussionista, (tambor, solo e voz), ajudou a fundar, em 1968, o Conjunto Jovens do Prenda, em cuja primeira formação pontifi cavam os nomes de José Keno, voz e guitarra, Verry Inácio, tambores, Sansão, pandeireta e voz, e José Gama, viola baixo.

Pelas suas qualidades de intérprete, com a marca dos seus célebres “boleros”, distinguiu-se como cantor, compositor e percussionista de mérito reconhecido. As suas canções marcaram de forma substancial a história do conjunto “Jovens do Prenda” e do glorioso passado da Música Popular Angolana. Os temas, muitas vezes trágicos das suas cantigas, e o seu estilo em compasso lento e arrastado, fi zeram de Chico Montenegro um verdadeiro ícone, e ainda contagiam um público fiel aos desígnios rítmicos e estilísticos d’Os Jovens do Prenda, uma formação musical que sobrevive há mais de meio século, pela singularidade do impacto artístico e intemporalidade da sua obra.

É possível inferir, pela interpretação textual das canções de Chico Montenegro, os contornos e refl exos da opressão colonial, os efeitos da discriminação, da desigualdade e da perseguição aos nacionalistas na época do regime colonial.

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