Governante apela jornalistas a se prepararem para cobertura das eleições autárquicas no país

Vários Jornalistas da Angop aprimoraram conhecimentos sobre as autarquias locais, durante uma palestra realizada nesta Quarta-feira, 16, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda

O secretário de Estado da Administração do Território (MAT), Márcio Daniel, assegurou ontem, em Luanda, que a realização das primeiras eleições autárquicas previstas para 2020 gera um conjunto de desafios aos órgãos de comunicação social e devem preparar-se para o momento.

Márcio Daniel fez estas declarações à imprensa no final da palestra subordinada ao tema “Autarquias, o que se espera dos jornalistas, contribuição da comunicação social”, enquadrada no 44º aniversário da fundação da Agência Angola Press(Angop), a ser comemorado a 30 deste mês. Segundo o responsável, as eleições autárquicas são um grande desafio, ao contrário do que sucede ao nível das eleições gerais, avançando que com a implementação das autarquias, pela primeira vez no país, vão existir vários pleitos eleitorais em simultâneo. “Isto gera um conjunto de desafios para os órgãos de comunicação social que é um sector que também deve se preparar para o desafio das eleições autárquicas”, apelou.

Desconcentração administrativa Durante a sua dissertação, o responsável defendeu o reforço da desconcentração administrativa, por existir, na sua óptica, um ponto de partida que é um Estado excessivamente centralizado, cuja necessidade é a de se alterar esta configuração. “Precisamos de dar mais vida aos municípios e aproximar os serviços aos cidadãos”, disse. Falando para um vasto auditório constituído por jornalistas da Angop e funcionários administrativos, Márcio Daniel esclareceu que os entes administrativos com maior competência e poderes para resolver estes problemas têm de ser aqueles que se encontram geograficamente mais próximos dos cidadãos que são as administrações municipais, de distrito urbano e comunais.

Disse que este processo já está em curso e vai numa fase bastante avançada, quer ao nível máximo de transferência de competências que “ nos habilite posteriormente a estar em condições de institucionalizar as autarquias locais e não fazê-lo de modo forçado”.

Contributo para o processo autárquico Já o Presidente do Conselho da Administração(PCA) da Angop, Josué Salussuva Isaías, disse que o objectivo da palestra foi buscar uma conciliação entre as preocupações que se levantam hoje em relação a um assunto que é da actualidade. “As autarquias mexem com as nossas vidas, pois é algo desconhecido ainda para os cidadãos angolanos, e nós queríamos dar o nosso contributo chamando este tema para que todos partilhássemos e reflectíssemos naquilo que está para vir, ninguém tem conhecimento suficiente sobre esta matéria”, disse.

No que concerne à instituição que dirige, sublinhou haver muitos ganhos, mas neste momento o principal desafio é de transformar a agência numa verdadeira plataforma multimédia, ou seja, formar “muitos jovens e munilos de equipamentos actualizados para exercer a sua função, só assim poderão se afirmar profissionalmente”, resumiu.

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