Carta do leitor:a desordem na rua Ngola Kiluanje

 

Por:Luís Chitali

Exmo. Senhor director do Jornal OPaÍS. a rua Ngola Kiluanje, junto à Igreja Pentecostal, no bairro quintalão do Petro, em luanda, tornou-se nos últimos dias, um dos principais focos de concentração de águas com cheiro nauseabundo, proveniente de vários quintais e latrinas. quem lá for, de certeza, perceberá que as coisas não vão tão bem como pode aparentemente parecer. a nossa rua poderia servir de modelo de integração social por ser habitada por indivíduos maioritariamente provenientes das províncias do uíje, do Zaire, de benguela, da Huíla, do cuanza-Sul, entre outras, bem como da República democrática do congo e de países Oeste africanos, se não a forma como maltratamos os espaços comuns. Refi ro-me, portanto, às regras de sanidade de modo a evitarse a contracção de algumas doenças, como o paludismo, que eventualmente possam resultar deste tipo de comportamento. devido a imagem desoladora que a rua apresenta actualmente, fruto das valas criadas ao longo da via, a nossa rua foi apelidada de rua Suja, por escoar, regularmente, águas residuais saídas das fossas e dos esgotos vindos do interior das referidas residências. caso caricato, é que mesmo sem escrúpulos, aproveitando-se do silêncio dos demais, certos vizinhos, arremessam para a rua, bacios e latas com urina e águas fecais. Juntam-se a todos estes factores, a poluição sonora, a partir dos quintais de alguns vizinhos, assim como o consumo de liamba, por parte de dos jovens, adolescentes e até mesmo dos adultos. a par disso, aumentam também os sinais de referência de venda e consumo de estupefacientes, em alguns locais da circunscrição. diante dessa situação, sentimos a necessidade de enviar essa missiva à vossa Excelência, esperançosos de que as autoridades de direito vão repor a ordem nessa zona.

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