CEARTE tem disponíveis 150 vagas para professores

Cento e Cinquenta vagas para professores de diversas áreas das artes estão disponíveis no Instituto Politécnico de arte (cEaRTE) adstrita ao Ministério da Educação, no âmbito do concurso público que decorre, em luanda, desde o início de Outubro

Apesar das vagas concedidas, para leccionar nas áreas das artes visuais e plásticas, cinema, dança, música e teatro, distribuídas em 98 cursos, a instituição pública de ensino artístico tem um défice de 300 professores. Em declarações, ontem, à Angop, o director geral do CEARTE, Eusébio Pinto, que falava do funcionamento da instituição, disse que a falta de técnicos para as aulas de especialidades tem sido a maior dificuldade desde o ano passado, período em que, por razões conjunturais, a cooperação cubana deixou de fazer parte do quadro docente do instituto. Por esta razão, disse, dos 98 cursos de artes concebidos para a instituição apenas 18 estão a ser ministrados aos 421 alunos, nos turnos da manhã e tarde.

Afirmou que mesmo com as candidaturas abertas, o processo no CEARTE tem sido de muita pouca afluência. “Temos estado a notar afluência fora daquilo que era a expectativa, já que em qualquer processo de concurso público o número de candidatos é sempre superior às vagas disponíveis”, lamentou. Segundo Eusébio Pinto, “até ao momento, temos 144 candidatos inscritos, com a expectativa que no fim do processo se atinja o número desejado”. Informou que das 20 vagas disponibilizadas no concurso público do ano de 2018, para a contratação de professores de especialidade, somente oito foram admitidos por possuírem aptidões para tal.

O responsável disse que ao nível do país tem sido muito difícil encontrar quadros que preencham as vagas em termos de especialidades das áreas ministradas, demonstrando que o país, ao longo dos anos, não formou academicamente muitos artistas. Localizado na zona residencial de Camama, município de Talatona, o instituto comporta um internato, que não funciona desde a inauguração, em Janeiro de 2015, concebido para albergar 106 estudantes provenientes de outras províncias do país.

O director explica que, por falta de condições materiais e recursos humanos apropriados, como enfermaria, psicólogo, assistente social , o internato encontra-se inoperante com a pretensão de vir a funcionar quando dispuser de tais condições. Tutelada pelos ministérios da Cultura que supervisiona a área administrativa e da Educação a área pedagógica, o centro tem como desafios passar a unidade orçamentada, de maneira a acabar com algumas dificuldades que enfrenta e impedem o alcance daquilo que deseja em termos de objecto social

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