Palmas e falhas na FAB

Por:Sebastião Félix

 Esta semana, o discurso sobre o Estado da Nação, muito longo, proferido pelo Presidente da República, João Lourenço, na Assembleia Nacional (AN), em Luanda, mereceu rosas e espinhos. O Chefe de Estado, à medida que discursava, era ovacionado com palmas e mais palmas pela bancada do MPLA. Como aviso, João Lourenço recebeu cartões amarelos por parte da oposição na magna sala da AN. Para uma sociedade aberta que se pretende, os amarelos deviam merecer destaque nas câmaras. Não foi possível. Aliás, esta inobservância tende a condicionar o desenvolvimento de um Estado democrático e direito.

Ainda assim, o discurso continua a ser objecto de análise em muitos espaços públicos pelos habitantes da “polis”. Mudando de assunto, a Federação Angolana de Basquetebol (FAB), presidida por Hélder Cruz “Maneda”, vive dias difícies. A poucas horas do arranque do Campeonato Nacional sénior masculino, epoca 2019/2020, os árbitros decidiram cruzar os braços. A FAB ainda ainda não pagou os prémios do ano passado aos profi ssionais que cumpriram cabalmente com a sua missão. Isto mostra a montanha de problemas que a gestão de Maneda atravessa no ciclo olímpico que está por terminar.

O edifício de sonhos que o presidente da FAB construiu antes de aquecer o “caiderão” máximo está aquém da realidade. Por outras palavras Maneda está no estado sólido, porque, volta e meia nunca tem verbas para suportar as despesas que se impõem. Como escudo, a FAB vai vestir o macacão da crise fi nanceira que assola o país para se justifi car, logo, também direito a palmas e palmas com rosas e espinhos…

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