Interpol vai ajudar Angola a combater crimes de corrupção e financeiros

A Interpol e as polícias de vários países ocidentais e asiáticos, participantes na 88ª Sessão da Assembleia Geral, manifestaram a sua disposição em trabalhar com as autoridades angolanas no combate à criminalidade transnacional organizada, corrupção e os crimes financeiros

 

Terminou, ontem, depois de quatro dias de análise e discussão sobre assuntos relacionados com os crimes transnacionais organizado e a cooperação internacional entre as polícias ao nível mundial, a 88ª reunião da Assembleia Geral da Interpol, que teve lugar na cidade de Santiago, Chile. No encontro, segundo informa- A delegação angolana encabeçada pelo ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, teve a representação de oficiais da Polícia Nacional, do Serviço de Investigação Criminal e do Serviço de Migração e Estrangeiros.

Para o chefe da Interpol de Angola e delegado da Interpol para África, Sub-comissário de Investigação Criminal, Destino Pedro “Nsevilu”, é fundamental combater o crime organizado e a corrupção em Angola, atacando as fontes de financiamento e investigando o património que os seus detentores não conseguem justificar a sua origem. “Investigar o património e o dinheiro de proveniência ilícita não é dr ções disponibilizadas pelo Gabinete de Comunicação Institucional do MININT, a Interpol mostrou-se disponível a trabalhar com Angola no combate ao crime organizado, corrupção e crimes financeiros, que é bandeira do novo Executivo.

A delegação angolana encabeçada pelo ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, teve a representação de oficiais da Polícia Nacional, do Serviço de Investigação Criminal e do Serviço de Migração e Estrangeiros. Para o chefe da Interpol de Angola e delegado da Interpol para África, Sub-comissário de Investigação Criminal, Destino Pedro “Nsevilu”, é fundamental combater o crime organizado e a corrupção em Angola, atacando as fontes de financiamento e investigando o património que os seus detentores não conseguem justificar a sua origem.

“Investigar o património e o dinheiro de proveniência ilícita não é um processo impossível, é acessível, desde que exista uma legislação adequada, porque o património e o dinheiro deixa e apresenta vestígios facilmente identificáveis”, defende. Segundo o comissário, quando se refere ao património pode ser o material tangível, visível e financeiro, bem como todas as movimentações financeiras que uma pessoa realiza, incluindo até os movimentos financeiros de contas bancárias de familiares, etc.

A Interpol, com os seus parceiros, desenvolveu um conjunto de mecanismos e técnicas para investigar, perseguir, localizar o património e as finanças adquiridos ilicitamente ou como resultado de acções criminais, tais como as várias formas de tráficos: drogas, armas, pessoas, marfim e medicamentos, bem como para determinar o branqueamento de capitais, provenientes de actos duvidosos. Para o entrevistado, a 88ª sessão da Assembleia Geral da Interpol promoveu um workshop de três horas que tratou das técnicas de investigação, busca, localização de património e finanças adquiridos ou transferidos ilicitamente. Foi ainda feito um apelo aos participantes de países como Angola, que têm o desafio de localizar o capital ilicitamente existente no mundo, a adoptar e começar a aplicar estes conhecimentos.

O chefe da Interpol Angola entende que os oficiais dos órgãos operativos das autoridades policiais angolanas (PNA, SIC e SME) que participaram no evento saíram mais capacitados e estabeleceram pontes para que nos próximos dias estejam em condições de usar tais técnicas. No último dia de trabalho, foram ainda eleitos novos membros do Comité Executivo da Interpol, nomeadamente, a Vice-presidente do Comité Executivo para a Europa, Sarka Havrankova; o delegado para o Comité Executivo para as Américas, Hector Espinhosa Valenzuela; o delegado para a Ásia, Khaled Jameel Al Matareyeen e o delegado para Europa, Robert Guirao Bailen.

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