Executivo garante apoio a dois milhões de famílias abrangidas na campanha agrícola 2019/2020a

O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, que procedeu, nesta Quarta-feira, na aldeia de Kahunda, comuna de Kambaxi, município de Malanje, o lançamento da campanha agrícola 2019/2020, anunciou que a mesma abrangerá 2 milhões de famílias camponesas, dentre as quais, um milhão 474 mil irá beneficiar de assistência técnica

Por:Miguel José, em Malanje

Na circunstância, o ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, assegurou que em todo o país foram distribuídos um total de 990 tractores e concedidos 5 milhões e 600 mil hectares de terreno agricultável, para facilitar a mecanização agrícola com o sentido de aumentar a produção alimentar. Para alcançar o desiderato, António de Assis instou o engajamento das famílias, no sentido de associarem- se ao entendimento do Executivo, de aumentar a capacidade de intervenção dos produtores para, através da negociação com as linhas de crédito externas, obter a instalação de equipamentos agrícolas, produção nacional de sementes e fertilizantes, na perspectiva de procurar reduzir os custos de produção.

De tal sorte, para justificar a pretensão de dar maior sustentabilidade à actividade cam- Executivo garante apoio a dois milhões de famílias abrangidas na campanha agrícola 2019/2020 pesina, garantiu que o governo vai continuar a fazer advocacia junto da banca nacional para cedência de mais créditos destinados à produção agrícola. Entretanto, o titular da pasta da Agricultura e Floresta referiu que o aumento da porção orçamental de 0,4% para 1,57% atribuído pelo Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019, espelha o desiderato de o Executivo angolano pretender relançar fomento da produção agrícola no país.

Reforçar as políticas de segurança alimentar

Nesta data que assinalou o Dia Mundial da Alimentação, a representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO), em Angola, Gherda Barreto, instou as empresas privadas do ramo agrícola a engajarem-se na produção agrícola, adequando os produtos agro-alimentares dentro dos padrões modernos de qualidade, nutricionalmente recomendados.

Porém, no sentido inverso, a emissária da FAO estimulou o Governo de Angola a subir o índice de produção de frutas e o seu devido processamento, bem como trabalhar na redução das perdas pós-colheita. Por isso, defendeu a necessidade do Governo angolano reforçar as políticas de segurança alimentar, com vista a garantia de uma dieta mais equilibrada das famílias. Gherda Barreto que também integrou a delegação ministerial aproveitou a oportunidade para notificar a existência em Angola de 7.4 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Segundo a funcionária das Nações Unidas, no âmbito das estratégias do Governo de Angola e da FAO, denominada “Fome Zero”, ambas pretendem juntar sinergias para, até 2030, desagravar o índice de pessoas padecentes de alimentos, mas contando com a participação de todos os actores sociais. O projecto “Fome Zero” visa reduzir a fome através do apoio a políticas públicas, bem como dar sustentabilidade ao desenvolvimento das escolas de campo, como espaço de fomento de produção agríco

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