O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, se empenhou nesta sexta-feira em persuadir parlamentares céticos a apoiarem o acordo de última hora fechado pelo Reino Unido com a União Europeia em uma votação extraordinária no Parlamento

Numa das maiores reviravoltas do drama de três anos do Brexit, Johnson surpreendeu os seus oponentes na Quinta-feira firmando um novo pacto com a UE, apesar de o bloco ter prometido que não renegociaria o tratado acertado no ano passado. Mas Johnson, que foi garotopropaganda da campanha do Brexit no referendo de 2016, precisa ratificar o acordo no Parlamento britânico, onde não tem maioria, e os seus adversários planeiam fazer o máximo de estrago político antes de uma iminente eleição.

Os números são apertados: Johnson precisa angariar 318 votos no Legislativo de 650 cadeiras para aprovar o acordo, mas seus aliados de um partido norte- irlandês refutam o pacto e os três principais partidos da oposição prometeram rejeitá-lo. “Temos um óptimo acordo novo que retoma o controlo.

Agora o Parlamento deveria finalizar o Brexit no Sábado”, disse Johnson antes da primeira sessão parlamentar extraordinária num Sábado desde a invasão argentina  das Malvinas, em 1982. Se vencer a votação, Jonhson entrará para a história como o líder que concretizou o Brexit — para o bem ou para o mal. Se falhar, enfrentará a humilhação do colapso do Brexit depois de prometer repetidamente que o realizaria. A Goldman Sachs disse acreditar que o acordo será aprovado e elevou a sua estimativa de um Brexit com um acordo no dia 31 de Outubro de 60% para 65%, reduzindo a estimativa de uma saída sem um pacto de 15% para 10% e mantendo em 25% a probabilidade de o Brexit não acontecer

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