Carta do leitor:TPA, até quando sem qualidade de imagem?

Estendo os meus mais francos cumprimentos a si, ilustre director do jornal OPAÍS. Quero, antes de mais, agradecer-lhe por me ter concedido a oportunidade de escrever para o vosso jornal. No dia 18 do corrente mês, a TPA (Televisão Pública de Angola), principal emissora de televisão do país, completou 44 anos, desde a sua fundação, em 1975. Não é preciso ser formado em Ciências Sociais para afirmar que neste órgão e x i s t e m b o n s profissionais. Se calhar, a meu ver, os melhores, a nível das cadeias televisivas nacionais. Mas o que não se justifica é que em 44 anos, um órgão sob tutela do Estado, para agravar, não emite em modo HD. Quando emissoras como a Zap e a Zimbo, que se ancoraram no mercado, não mais do que 12 anos, já o fazem. Até certo ponto, isso reflecte o possível desinteresse do Estado, ou quiçá, dos gestores que passa(ra)m pela referida casa, em transmitir para o público angolano, conteúdos com uma excelente qualidade de imagem. Além disso, ainda aventuro-me em dizer, que os materiais que a TPA usa já estão bastante obsoletos. Houve uma vez que assistia ao programa 100 Limites, em transmissão directa, apresentado por Benvindo Magalhães, quando após ter começado, e as ementas já terem sido traçadas, aconteceu algo inesperado com o sinal. Só lembro-me de ter visto já o programa a recomeçar, mas ainda em directo. O apresentador a entrar novamente e a cumprimentar a plateia, como se não o tivesse feito. Ao escrever esta carta, a minha intenção não é a de denegrir a TPA, porém a de levá-la a reflectir sobre a qualidade do conteúdo audiovisual que tem transmitido ao povo.

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