Frequência da polícia de Camanongue assegura centro de recursos do PAT

“Quando não podemos aparecer no terreno para uma ronda de rotina, a dada altura, comunicamo- nos com os responsáveis e registamos o estado informado. Se carecer da nossa pronta intervenção, envidamos esforço de contornar os obstáculos. Mas não passa uma semana sem estarmos lá”, garantiu o comandante Capalo

Por;Alberto Bambi

O coordenador das Zonas de Influência Pedagógica (ZIP) da sede do município de Camanongue, província do Moxico, Rodrigues Salungungo, revelou a O PAÍS que a sua equipa criou um paradigma de trabalho que se baseia na interacção constante com a polícia local, ao ponto de esta estar a responder da mesma forma, garantindo a segurança das escolas abrangidas pelo Programa Aprendizagem para Todos (PAT), principalmente do Centro de Recursos.

“Temos a felicidade de merecer um acompanhamento sem igual da nossa Polícia, que está quase sempre connosco a informar-se sobre as necessidades de segurança e garanti-la com duas presenças ou mais por semana e isso desencoraja as tentativas dos assaltantes”, disse o coordenador municipal das ZIP, para quem o mais importante é ter o centro de estudos dos professores de Camanongue salvaguardado. Refira-se que os centros de recursos do PAT são uma espécie de biblioteca com condições modernas de pesquisa, que, além de módulos de apoio da formação contínua de docentes primários, manuais de ensino das classes do nível em causa, possui projectores, mapas, brinquedos de manipulação adaptados à realidade das crianças.

Rodrigues Salungungo, que classifica o município de Camanongue como tranquilo, no que toca à circulação de pessoas com os seus bens, informou que os agentes da polícia, movidos pela dinâmica do próprio comandante, que, normalmente, encabeça as operações de segurança, esforçam-se para que sejam visíveis em todos os cantos do município, com maior realce para os locais tidos como mais propensos a possíveis tentativas de assaltos. Embora se tenha recusado a dar entrevista, o comandante-adjunto dessa municipalidade, o Intendente Francisco Capalo, gabou-se de que na sua jurisdição não há confusão, porque a sua corporação tem obrigação de marcar presença em todos os perímetros e criar circuitos de consulta e informação junto dos habitantes. Por aquilo que o Intendente procurou dar a entender à equipa de reportagem de O PAÍS, a política de cobertura a que se referiu faz parte da estratégia da Polícia ao nível da província.

Por isso, o sub-comandante não teve receio de, na ocasião de uma visita de constatação dos supervisores nacionais do PAT ao município, desafiar os presentes para identificarem casos de obstrução da ordem e tranquilidade pública. Francisco Capalo explicou, em seguida, que a natureza do trabalho que a Polícia tem, obriga a criar programas de interacção com a escola, por ser esta instituição que instrui e educa os cidadãos da sociedade.

Finalmente, o comandante Capalo, como é conhecido pelos munícipes de Camanongue, asseverou que os agentes da ordem pública devem cuidar e assegurar a escola, porque, na sua óptica, quando um estabelecimento de ensino é assaltado, todas as instituições correm risco de ter a mesma desgraça. “Casos dos outros nos avisam” Quando se apercebeu que alguns centros de recursos das províncias do Huambo, Benguela e Uíge foram assaltados entre o final do mês de Agosto e princípio de Setembro, o coordenador das ZIP de Camanongue disse que lamentava o sucedido, mas que a ocorrência servia como um alerta para os responsáveis de outras escolas afectas ao  PAT.

“Os casos dos outros devem nos dar um certo aviso, para nos prevenirmos e cooperarmos com eles, de modo a ajudá-los a reforçarem as suas medidas de segurança, porque a ignorância desses acontecimentos pode encorajar os assaltantes”, reagiu, depois de lhe ter sido narrado um infausto acontecimento na Tchicala Tcholohanga. Vale lembrar que a Polícia de Tchicala identificou o rasto dos meliantes, que deteve imediatamente, tendo ficado por recuperar parte do material roubado, na segunda quinzena de Agosto. As informações avançadas, na altura, por Abel da Silva, responsável do PAT, na província do Huambo, davam conta que os referidos meios tinham sido localizados numa loja de outra municipalidade, mas a sua recuperação dependia, em grande parte do trabalho da Polícia de investigação criminal.

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