Benedito Daniel culpa órgãos públicos pela fraca visibilidade do PRS

Benedito Daniel, presidente do PRS, disse que a sua formação política tem vindo a organizar várias actividades pelo país adentro, mas essas não têm merecido a devida cobertura por parte dos órgãos de comunicação social públicos, o que constitui, no seu entender, um autêntico bloqueio.

Domingos Bento

O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, queixou-se, ao OPÁIS, de constantes bloqueios das suas actividades nos órgãos de comunicação social públicos, situação que vem contribuindo para a fraca visibilidade da organização.

Segundo o político, a sua formação política tem vindo a organizar várias actividades pelo país adentro, mas estas não têm merecido a devida cobertura e divulgação por parte dos órgãos públicos de comunicação social, criando assim constrangimentos e embaraços. Benedito Daniel entende que, por serem órgãos do Estado, que vivem com o dinheiro público, os meios de comunicação social estatais têm o dever de tratar os diferentes actores políticos com o mesmo principio de igualdade, de maneira a proporcionar ao cidadão o direito à informação, que é dos princípios elementares da Constituição.

“E eles (os órgãos públicos) têm o dever de reportar tudo até porque são os únicos com maior alcance. Só a TPA, a Angop, a RNA e o Jornal de Angola têm o privilégio de chegar aos quatro cantos do país. Logo, são obrigados a tratar os cidadãos e as organizações políticas de igual forma. Mas não é isso que vem acontecendo”, lamentou. De acordo com Benedito Daniel, na verdade, o bloqueio nos órgãos públicos em relação ao seu partido não é um assunto novo.

Mas, frisou, nos últimos tempos, desde que assumiu a liderança da organização, a situação tende a agravar-se, o que dá uma falsa ideia de que o partido está a “morrer”. “Soubemos perfeitamente que existe uma luta titânica, um bloqueio total nos órgãos de comunicação social do Estado. É só verem que não divulgam nenhuma das nossas actividades.

O propósito é exactamente esse, para passar uma falsa ideia que o partido está a morrer, porque nada é divulgado”, frisou. Todavia, de maneira a fazer chegar aos cidadãos as mensagens e as actividades do partido, Benedito Daniel disse que a sua organização tem recorrido aos órgãos de comunicação social privados e às plataformas digitais.

Mas, ainda assim, considera que o alcance não tem sido o desejado, dado o facto de haver um grosso de cidadãos que não dispõe de ferramentas para aceder às plataformas digitais e a limitação dos órgãos privados de comunicação social que, na sua maioria, não têm cobertura nacional.

“Recentemente fiz um périplo pela Lunda-Norte, durante cinco dias, e constatamos que as nossas instituições estão fortes. Estamos a nos preparar para as eleições autárquicas. Mas os órgãos públicos não divulgaram, apesar de terem sido convidados. Os nossos militantes e organização de bases estão imbuídos de ânimo suficiente para ultrapassar essas barreiras. Não morremos, estamos a trabalhar e estamos firmes”, apontou.

Fuga de militantes é um falso alarme

Por outro lado, o presidente do PRS disse que as informações postas a circulares de constantes fugas de milinates para outras formações políticas é um falso sinal, orquestrado pelos “bloqueadores” para darem a entender que efectivamente a organização está mesmo a morrer.

Conforme explicou, nos últimos tempos, não há registo de militantes que tenham abandonado o partido para entrar noutras formações políticas como noticiam alguns órgãos públicos. “Não existe nenhuma fuga de militantes. O partido está estável, sólido e coeso. Desde 2017 que não temos o registo de num único militante que tenha fugido da nossa organização”, defendeu- se.

 

 

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