carta do leitor: Já estamos a diversificar a economia?

Melhores cumprimentos a todos leitores e equipa da produção deste jornal. Escrevo para este jornal, pois não sou economista ao ponto de poder perceber com extrema facilidade o que ocorre com a minha, nossa, governação, quando o assunto é sobre a diversificar a economia em Angola.

Oiço há muitos anos gritaria ensurdecedora de que uma das políticas do Governo para reduzir as importações e aumentar as exportações é a aposta na diversificação da nossa economia nacional.

Não é canção ou dança nova. Mas o que a mim me preocupa até hoje é saber se isso é o quê. Será que esta política não afecta o sector agro-industrial nacional ? Porque , vejamos: na década de 80, com as AUPs (Agrupamentos de Unidade de Produção), o país tinha pernas para andar. Produzia-se.

Daí para cá até áreas agrícolas na periferia de Luanda como Funda e Bom Jesus, só lembranças dos recursos naturais nos restam (terras aráveis e recursos hídricos) que a natureza não tirou e continuam a fazer parte do nosso quotidiano. Hoje, continuamos, na verdade, com vários sectores que deveriam ser visíveis, no âmbito da diversificação económica.

O meio rural, que bem podia servir como a principal área de produção nacional, como dizia José Redinha, continua cada vez mais pobre, e, pior ainda, nas redondezas de Luanda. Por vezes me pergunto: estamos a diversificar o quê e onde, há  décadas? E agora com a baçula da nossa economia, o que esperamos nós do meio rural há muito abandonado?

Obrigado

Lemos Ganga/Luanda.

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