Katciungo quer ser líder inovador

Um líder corajoso, inovador e enérgico é o que o candidato à presidência da UNITA, José Pedro Katchiungo, pretende ser para dirigir este partido, caso seja eleito no Congresso de Novembro.

Assumiu a intenção de ser um presidente que saiba ouvir os outros, que garanta a autoridade do partido, tenha coragem de discordar, bem como persuadir e fazer vincar a opinião da maioria. No Domingo, na apresentação do seu manifesto eleitoral aos militantes do partido, o político, que diz seguir a vontade do presidente cessante, Isaías Samakuva, vincou que a UNITA precisa de um líder que tenha capacidade para trabalhar “noite e dia”, sem ser altivo arrogante ou ditador.

Disse pugnar pela honestidade, lealdade e patriotismo, que acima de tudo ama Angola. Apesar de reconhecer o trabalho do presidente cessante, reafirmou que o partido precisa de alguém que faça mais e melhor, devendo preservar as conquistas de Samakuva. Katciungo quer ser líder inovador .

No seu manifesto, reafirma a vocação de exercer o poder político através do fortalecimento da cidadania, com vista a efectivar a verdadeira mudança. Refutou as vozes que afirmam estar já entregue a presidência e minimizou o facto de ser o candidato mais jovem entre os concorrentes, ancorando-se no tempo de militância que no caso, conforme atestou, é superior em relação a qualquer opositor.

Preparar o partido para vencer as primeiras eleições autárquicas é outro propósito do actual vice-presidente da bancada parlamentar da UNITA, que diz estar comprometido também em fazer as pessoas felizes através do combate à pobreza, redução das desigualdades, bem como afirmação da boa governação e da justiça social. Além de Katchiungo, concorrem à liderança da UNITA no XIII congresso ordinário, que se realiza de 13 a 15 do próximo mês, o actual porta-voz do partido, Alcides Sakala, o presidente do grupo parlamentar, Adalberto Costa Júnior, e o antigo secretário-geral, Abílio Kamalata Numa.

Entretanto, a direcção da UNITA deverá se pronunciar esta Segunda-feira- (21) sobre a aceitação definitiva ou não das candidaturas de Raul Danda e de Adalberto da Costa Júnior. Raul Danda viu a sua candidatura suspensa por, alegadamente não ter cumprido “15 anos de militância consequente”.

Actual vice-presidente do “Galo Negro, Raul Danda  disse que  iria,  por escrito, “argumentar” as razões por que se acha elegível para o cadeirão máximo da UNITA.

“Continuo a considerar que tendo sido eleito para a vice-presidência da UNITA  e sendo uma questão de interpretação daquilo que está nos estatutos , acho que eu sou elegível para a liderança do partido”,  assegurou.

Enquanto isso, Adalberto da Costa Júnior afirmou, por seu turno,   ter já entregue à comissão de mandatos do congresso a prova da sua renúncia de cidadania portuguesa.

VR / Angop

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