PR ataca responsáveis pela “trapalhada” da mediateca do Cuito

O Chefe de Estado manifestou a sua insatisfação pelo facto de terem ido parar ao seu Gabinete informações erradas sobre a conclusão da Mediateca do Cuito, quando, na verdade, ainda está por inaugurar.

Constantino Eduardo, enviado ao Bié

No discurso sobre o ‘Estado da Nação’, proferido no dia 15 de Outubro, por imperativo constitucional, o Presidente da República apresentou Angola em números, resultantes da acção do seu elenco governativo. De entre as acções destacadas na comunicação com que brindou os angolanos, João Lourenço falou da inauguração da Mediateca do Cuito, quando, na verdade, a infra-estrutura se encontra ainda por inaugurar.

Dados incongruentes, que dimanaram dos seus auxiliares, terão movido o Chefe de Estado. Face ao incidente, o Presidente João Lourenço disse aos jovens bienos, com os quais manteve um encontro no Sábado, 19, na cidade do Cuito, que até ao final do ano a infra-estrutura será concluída.

Se não for entregue no dia 11 de Novembro, então afigurar-se-á como uma prenda de ‘boas festas’ para a população biena, ‘que já não falta muito’, sublinhou o Chefe de Estado, de forma descontraída. João Lourenço diz que o caso não fica por aí.

Como alguém ‘mentiu ao Estado’, segundo disse, o autor deverá ser responsabilizado por tamanha falha. Entretanto, dos jovens bienos o Titular do Poder Executivo ouviu o conselho para ter cuidado com os dados que dão entrada no seu Gabinete, provenientes dos seus auxiliares, pois, argumentam, muitos podem estar eivados de ‘incongruências’. Em resposta, o PR disse ter tomado boa nota da sabedoria jure

nil, ‘Vou seguir esse vosso conselho’, frisou, para depois, num gesto de humildade, prometer disciplinar o Estado, com destaque para os seus colaboradores/ auxiliares. Na ocasião, os jovens aproveitaram o encontro com o PR para apresentar os problemas sociais da sua camada. Entre estes, destacam-se o desemprego, habitação, falta de oportunidades, reabilitação das vias, acesso ao crédito bancário.

Neste último ponto, os jovens queixaram- se de excessiva burocracia e centralização de tudo em Luanda. Neste diapasão, o PR questionou- se por que razão é que os bancos comerciais têm representações nas províncias quando até para aprovar um simples crédito dependem da cidade capital. Num gesto de reprovação de tal modelo, o mais alto magistrado da Nação defendeu a inversão do quadro, de modo a atender pontualmente as preocupações da juventude.

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