Adalberto Júnior e Raúl Danda aptos para disputar liderança da UNITA

O porta-voz do XIII Congresso, Ruben Sicato, disse que os candidatos Adalberto Júnior e Raúl Danda estão habilitados e sem impedimentos para concorrer ao cadeirão máximo do partido

Ruben Sicato disse que o Comité Permanente, depois de ter analisado profundamente toda a situação, decidiu, para os dois casos pendentes, que os candidatos acima mencionados podem concorrer em pé de igualdade com os outros que já tinham sido aprovados.

Afirmou que os cinco candidatos que vão disputar a liderança do partido são Alcides Sakala, Kamalata Numa, José Katchiungo, Adalberto da Costa Júnior e Raúl Danda, esclarecendo ainda que dos casos pendentes dos dois últimos concorrentes, Adalberto da Costa Júnior apresentou no dia 18 do corrente mês uma prova documental segundo a qual perdeu a nacionalidade portuguesa, mantendo apenas a nacionalidade angolana, segundo os estatutos do partido conjugados com a Constituição da República de Angola no artigo 110 e a Lei dos Partidos Políticos. Ele poderá, deste modo, evitar alguns transtornos caso vença as eleições e seja o cabeça de lista do partido, disse Ruben Sicato, acrescentando que “o candidato Adalberto Júnior teve de apresentar uma prova documental de acordo com a exigência interna ao nível da UNITA, e ele é um candidato em pé de igualdade com os outros”. Já para o caso do candidato Raúl Danda, lhe foi permitido interpor recurso à comissão ad hoc e ao Comité Permanente de 57 membros, 47 dos quais votaram a favor e decidiram que o mesmo também pode concorrer sem impedimento.

Este comité fez um estudo sobre a situação estatutária e também sobre as exigências políticas deste caso. No dia 16 do corrente mês, Raúl Danda apresentou o seu recurso, em que formulou que tinha direito a ser candidato e não deveria ser impedido. Acrescentou que ontem receberam o resultado da avaliação das candidaturas feita pela comissão ad hoc do Comité Permanente do partido e concluiu-se que os mesmos, depois de terem analisado toda a situação envolvente, nomeadamente os problemas de interpretação que os estatutos apresentam relativamente àquilo que está na lei, que fala da exigência de 15 anos de militância consequente e irrepreensível para os candidatos à presidência.

“Depois de ser bem analisado o formulário de tudo, verificou- se que poderia haver uma certa dúvida. De facto, somados os anos que ele esteve antes de ter saído da UNITA com os anos que tem depois de ter regressado ao partido isto perfaz 15 anos”, disse. Considera, por isso, que o problema residia naquele período de interrupção que induziu uma certa interpretação díspar da parte daqueles que estão a trabalhar nos estatutos e que merece uma decisão que tem de ser tomada pelo Comité Permanente. Assim, a comissão ad hoc considera que Raúl Danda é candidato ao cadeirão máximo do partido igual aos outros. Refira-se que a abertura da campanha por todo o país começou no dia 12 do corrente mês.

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