Escolas recebem verbas do PAT

Embora a dotação financeira esteja a ser concedida em forma de recursos ou materiais diagnosticados pelas próprias direcções como de extrema necessidade, os estabelecimentos de ensino vão poder ver alguns problemas minimizados

Na ocasião da abertura do novo ciclo de formação contínua de professores, no âmbito do Projecto Aprendizagem para Todos (PAT), o gestor geral, Isaac Paxe, revelou, ontem, que a organização que lidera está a garantir entre 200 e 300 mil Kwanzas para as escolas primárias, abrangidas pelo programa de formação, tendo realçado que a oferta está a ser dada em forma de meios.

“As escolas abrangidas, em função do número de estudantes, recebem uma dotação que consiste num orçamento extra, para poderem implementar as actividades elencadas no seu projecto educativo, porque, em função de um trabalho aturado que o PAT levou a cabo nas escolas, concluiu que o escaço orçamento do ministério que subentende o ensino, no país, nem sempre permite aos estabelecimentos de ensino acharem soluções para darem cobro aos problemas que obstruem o curso normal e recomendado das acções instrutivas”, explicou o gestor Isaac Paxe, cuja preocupação se cingiu em apelar aos gestores escolares para valorizarem e cuidarem dos materiais doados da mesma ou melhor forma que tratariam o dinheiro, asseverou que as carências narradas pelos directores e professores, neste capítulo, motivaram o projecto a criar uma política de apoio directo e dirigido.

Questionado sobre os numerários que atribuem às escolas, Isaac Paxe adiantou que a oferta depende do número de alunos de cada escola, tendo sublinhado, entretanto, que a dotação, não era em dinheiro, conquanto não tenha descartado mínima possibilidade de, por qualquer circunstância, o atribuir em numerário. Sublinhou o facto de haver estabelecimentos que alcançam mais de 200 mil, porque também possuem mais alunos. O dirigente do Ministério da Educação (MED) garantiu que o projecto veio para ficar, até porque, nesta altura, se está a preparar o PAT II, que, segundo ele, tem o triplo de abrangência desse projecto, quer em termos de financiamento, quer em termos de cobertura.

“Cabe-nos assegurar a formação”

Debruçando-se sobre o certame que estava a ocorrer numa das unidades hoteleiras de Luanda, Isaac Paxe recordou que, ao Projecto Aprendizagem par Todos cabia o asseguramento das acções formativas dos docentes. “A nós, cabe a responsabilidade de assegurar a formação.

O Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE) tem estado a desenvolver uma série de materiais, mecanismos e vias, para que esta realidade aconteça em todas escolas”, declarou. A par disso, reconheceu que ainda existe um deficit em termos de formadores que possam garantir essa informação e na dimensão que se precisa, além de mencionar as dificuldades na produção de material, bem como de outra questão actuante, de acordo como ele, muito discutida nos fóruns próprios, referente à falta de estudos linguísticos mais aprofundados sobre as diferentes variantes que estas línguas apresentam.

“É por isso que torna difícil o ensino das mesmas, porque, à medida que o idioma produz os seus dialetos, também se vai tornando difícil encontrar uma variante- padrão para a instrução”, observou o Gestor do PAT. A garantia de haver um trabalho que está em curso, porque certos programas de investigação desse processo mostraram quais são as vias que condizem com o contexto, foi dada por Isaac Paxe, para quem, no caso da formação que estava a começar, havia dois focos, referindo o principal sobre a formação dos professores, que os obrigou a desenvolver uma base curricular e material, para que esse ensino se desse, porquanto já tinham algumas experiências bem conseguidas.

Finalmente, adiantou que, quanto aos formadores de formadores para este ciclo do PAT, detinham uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, além de trabalharem com várias instituições. “Para este caso em particular, para questões de melhorias do ensino da Língua Portuguesa e Matemática, trabalhamos com a Escola Superior de Setúbal, que tem estado a trabalhar na formação de formadores”, detalhou, justificando a necessidade de as sessões visarem essas disciplinas do ensino primário, porque, na altura de negociação com os representantes do Banco Mundial, se chegou ao acordo de que a performance é medida pelo domínio da língua e dos números, que vai permitir que a criança desenvolva competências em todas outras áreas.

error: Content is protected !!