Carta do Leitor:Quando o progresso não pensa no “Zé”

Prezado director, Angola é um país que explora muito petróleo e muito gás, mas não parece. Como sabemos, em boa parte do território há dificuldades para encontrar combustíveis disponíveis, como se não estivéssemos num país petroleiro. Mas eu quero falar só do gás. Além das bombas de combustíveis que deveriam ser muito mais do que as existentes, espalhadas para acabar com a formação de filas e também para gerar mais empregos, há uma coisa que eu não entendo mesmo. Não entendo por que é que as novas construções continuam a ser feitas como antigamente. Vamos lá ver, além de paredes e tecto, as novas casas, mesmo num bom número de condomínios, não estão preparadas para a vida moderna. Aliás, em alguns aspectos estão pior do que as de antigamente.As novas casas não são construídas

com altura certa para fazer face ao calor. Não têm pré-instalação para telefones, fibra óptica, cabo de televisão, etc., Falar de aquecimento, nas do planalto, é sonhar. Mas, voltando ao início, se somos um país produtor de gás e de petróleo, por que razão as novas casas não são construídas já com instalação da canalização do gás de cozinha? Seria mais seguro e poupava-se muitos constrangimentos que actualmente as pessoas passam nas filas e com a falta constante de gás nos pontos de venda. Mesmo para a distribuição, acho que seria melhor.

Até quando é que vamos ter de continuar a subir as escadas dos prédios com as botijas no ombro? Isso já não se usa, temos de acertar o passo com o progresso.

 

Betinho da Raíz Ilha de Luanda

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