Governo entrega 50 tractores para fomento da actividade agrícola

O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, procedeu na manhã de Terçafeira, 22, à entrega de 50 tractores para o fomento da actividade agrícola e, por conseguinte, aumento dos níveis de produção na presente campanha agrícola

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

Cada um dos 10 municípios de Benguela, recebeu cinco tractores, num concurso público realizado há um mês, no qual participaram 26 empresas, 10 das quais apuradas, correspondendo a igual número de brigadas. Cada brigada recebe cinco tractores, igual número de grades das respectivas charruas. Para cada tractor, de 90 a 100

cavalos, o empresário do sector agrícola deverá desembolsar cerca de USD 54 mil. Todavia, na primeira prestação, o empresário deve entrar com 10 por cento do referido valor e tem cinco anos para concluir o pagamento. Apesar de aplaudir o ‘apoio’ do Executivo, o empresário agrícola Raúl Galvão refere que a classe ainda se debate com uma série de dificuldades, consubstanciadas, essencialmente, na escassez de sementes e fertilizantes. ‘As campanhas agrícolas estipuladas pelo governo são apenas de duas epócas, mas cá, em Benguela, trabalhamos o ano todo’, disse Galvão, para quem as 30 mil toneladas de fertilizantes, recentemente importados, não cobrem as necessidades dos agricultores.

‘Porque nós trabalhamos de Janeiro a Dezembro e o número que recebemos não chega’, lamenta Raúl Galvão, inserido na cooperativa agrícola Ondjali. Porém, o empresário está esperançado de que os meios, agora postos à disposição, deverão contribuir para o aumento dos níveis de produção na presente campanha agrícola, advertindo para a necessidade de haver mais investimento. ‘Estamos com uma taxa de 45 % de produção(no município de Benguela) de bens diversos. Nós somos também fortes na produção de cebola’, revela.

Por sua vez, Hermenegildo dos Santos, representante do Ministério da Agricultura e Florestas, disse que já foram assinados sete contratos. Destes, apenas a empresa Vimar honrou os compromissos assumidos, tendo procedido ao pagamento da primeira prestação. Depois da assinatura do contrato e do pagamento dos 10 por cento, segundo esclareceu, a emtou presa está habilitada a fazer o levantamento do seu equipamento.

Decorridos cinco cinco anos, cumpridas todas as obrigações contratuais, o tractor passa a ser propriedade da empresa. No entanto, aos que ainda não pagaram a primeira prestação foi-lhes dada uma moratória de um ano para o fazer. O administrador da Baía-Farta, Francisco Pereira, manifestou- se satisfeito com a distribuição dos meios, considerando que se avizinham bons momentos na actividade agrícola.

Atraso de Falcão ‘irrita’ empresários Contestado por se ter atrasado 2 horas (inicialmente previsto para às 9, Rui Falcão só se fez ao local do acto às 11horas), o governador procedeu à entrega simbólica à única empresa, dentre as oito, que já pagou a primeira prestação dos USD 54 mil. Segundo apurou O PAÍS, junto de fontes governamentais, o atraso de Rui Falcão deveu-se ao facto de ter estado a aprimorar aspectos técnicos e operacionais relacionados, fundamentalmente, com a visita do Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, que vai a Benguela, propositadamente, para presidir a uma conferência no Instituto Superior Politécnico.

Sob anonimato, um alto funcionário do Governo Provincial explicou a O PAÍS que têm envidado esforços no sentido de que ‘o chefe cumpra os horários, só que tem sido difícil, mas já não falamos mais’, Entretanto, os agricultores, que penaram duas horas à espera de Falcão, aguardavam por um pedido de ‘desculpa’ do governador, “Por nos ter obrigado esperar tanto, condicionando as nossas agendas. Imagine, temos cá mais-velhos(sobas, entre outros) ao sol à espera e o senhor governador não disse nada”, lamentou um empresário. Este, assim que chegou, nada fez e nada disse, senão saudar os presentes.

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