Vice-presidente defende maior rigor na formação de quadros superiores

Bornito de Sousa considera que as universidades angolanas têm um longo e desafiante caminho a percorrer no processo de formação de quadros, pelo que defende maior rigor e excelência

Por:Constantino Eduardo, em Bengue

O Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, defendeu ontem, em Benguela, maior rigor e excelência no processo de formação de quadros superiores de formas a alavancar o desenvolvimento do país, apostando na competência de técnicos de elevada qualidade. Neste sentido, Bornito de Sousa apelou as instituições de ensino superior privadas a desempenharem o seu papel na formação de quadros de excelência, tendo apontado para a necessidade de as mesmas continuarem a prosseguir com o seu papel com rigor no processo de formação de técnicos superiores.

Bornito de Sousa, que discursava durante o VI Fórum da Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas Angolanas,a decorrer na província de Benguela, frisou que o Executivo espera que estas continuem a ser parceiras do Estado no processo de desenvolvimento do país, no âmbito do processo de formação de quadro.

Falando para um auditório composto, dentre outras figuras, do governador de Benguela, Rui Falcão, do secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, reitores, docentes e discentes, o Vice-presidente de Republica explicou que compete às universidades promoverem um ensino alinhado com as sociedades contemporâneas e futuras, pelo que as instituições devem estar atentas ao avanço tecnológico do mundo, optando pelo rigor na selecção dos docentes. Para o efeito, o governante disse esperar que as instituições trabalhem afincadamente com os estudantes para se conferir a qualidade que se deseje no processo de aprendizagem.

O fórum, que analisa a qualidade de ensino superior privado em Angola, promove debates, onde académicos, durante três dias, vão debitar conhecimentos de modo a encontrar a melhor fórmula de se melhorar o ensino universitário em Angola. Poucos recursos Por seu lado, o director da Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas Angolanas, Filipe Zau, reclamou do facto de os recursos do Orçamento Geral do Estado destinados à educação ficarem muito aquém dos 20 por cento que a UNESCO, agência das Nações Unidas para Educação e Cultura, recomenda aos governos. ‘Os recursos são escassos’, frisou, acrescentando que este factor condiciona, em certa medida, a autonomia das instituições de ensino superior. ‘Não se criaram estratégias de empoderamento’, realça.

O académico Filipe Zau considera que isto contribui para que as instituições estejam de costas ‘voltadas’ para aquilo a que chama de competências. ‘Em minha humilde opinião, falta de compromisso programático e articular, de forma coerente, os diferentes subsistemas existentes e também os níveis de ensino dentro de cada subsistema’, refere. Académicos consideram que, sem autonomia financeira, a universidade não consegue cumprir rigorosamente o objectico para o qual foi concebido, por isso instam o Estado a olhar com bastante preocupação

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