carta leitor :Natal só de orações

Prezado director Este Natal que aí vem nem sei se vai mesmo ser Natal para muitas famílias, pelo menos na forma como nós, angolanos, costumamos a encarar o Natal, a festa da família. Este ano vai haver família, mas só a que está próximo, orações e mais nada. Vamos fazer a festa do tempo da guerra, com bolo assado na panela, kissângua, contribuição na cerveja e umas galinhas assadas. Isto, mesmo assim, só para algumas famílias. O Presidente viaja bué à procura de investidores, mas investidor também quer vender, só que no nosso país, com os preços como estão, ninguém compra. Portanto, não somos um mercado atrativo. Ganhamos mal, não temos nem para o básico. Com a crise, muita gente está a se entregar nas igrejas, só estas é que não sentem a crise, mas peço a elas que em Dezembro deixem de espremer o pouco que as famílias têm, que ajudem. Ontem mesmo vi um vídeo do chefe brasileiro de uma igreja que também está em Angola a dizer aos fiéis que não queria os seus aplausos, mas sim o seu dinheiro. Com esta lata toda, imaginemos como vai ser em Dezembro. O Governo deveria mandar agentes da segurança a estas igrejas para catalogar como elas roubam os pobres e depois dar ordem de expulsão aos estrangeiros e de prisão aos nacionais, para que as orações sejam mesmo de fé e não de negócio. Até para se orar pelo Governo também, porque é apenas isso que muitas famílias poderão fazer.

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