Maior complexo mineiro do mundo pode contribuir para a diversificação das fontes de receita para o PIB

A província do Cunene pode vir a ser um dos pilares da diversificação das fontes de receita para o Produto Interno Bruto (PIB) uma vez que possui o maior complexo mineiro do mundo

João Katombela, na Huíla

A informação foi avançada ontem, na cidade do Lubango, pelo secretário de Estado para a Geologia e Minas, durante a realização da conferência internacional de Exposição Sobre Rochas Ornamentais que decorre na província da Huíla de 24 a 25 do mês em curso, sob a égide do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos. Segundo Jânio Correia Victor, estão em curso no Sul do país, com realce para a província da Huíla, estudos que visam a descoberta de alguns metais especiais que poderão vir a ser explorados nos próximos tempos.

“Nós temos este gigante que é o complexo do Cunene, que é o maior Complexo do Mundo, que, além das rochas ornamentais, há estudos que estão a ser feitos através do Plano Nacional de Geologia, para a procura de outros metais, como é o metal do grupo da platina, o ferro, o titânio, há estudos direccionados para isso” disse. Para Jânio Correia Victor, a província da Huíla possui condições para alavancar o sector da exploração e transformação de rochas ornamentais para o bem da economia nacional.

Falta de relatório sobre impacto ambiental será sancionada O secretário de Estado para a Geologia e Minas disse ainda, no Lubango, capital da província da Huíla, que aquelas empresas que desenvolvem a actividade de exploração sem a apresentação de um relatório de estudos sobre impacto ambiental poderão ser sancionadas.

Jânio Correia Victor informou que estudos feitos pelo Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) detectaram empresas que, depois de explorarem certos locais, abandonam os mesmos sem o cumprimento das normas legais. Segundo o responsável, o Plano Nacional de Geologia permitiu a recolha de dados para a divulgação das potencialidades em rochas ornamentais com vista a apresentá-los aos investidores.

“O PLANAGEO tem uma série de mapas que foram já produzidos no Sul de Angola, com mais detalhes, que podem ajudar a divulgar o potencial, porque o investidor, que a primeira coisa que vai fazer é ir à busca de informação sobre uma determinada área, e com isso fizemos um levantamento aéreo-geofísico de todo o país, em que foram revistas todas as anomalias e depois, com base neste levantamento, fizeram-se as cartas geológicas”, revelou.

O governador provincial da Huíla garantiu, por seu lado, que a sua equipa está a trabalhar na melhoria do ambiente de negócios no sector, visando a melhoria das condições técnicas e administrativas para atrair mais investidores, tendo em conta a capacidade da província. “Os desafios do Governo local, são de melhorar as condições técnicas e administrativas, no sentido de proporcionar um ambiente melhor para a atracção de mais operadores mineiros na província, possibilitando, assim, a oportunidade de emprego para a juventude local e não só”, garantiu. Luís da Fonseca Nunes disse ser necessária a conjugação de esforços para se alcançar estes e outros objectivos de melhoria das condições de vida das populações. “Para o efeito, esta caminhada será completa se juntarmos sinergias entre a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, a Universidade Mandume e o IGEO, por forma a ser criada uma oportunidade de fortalecimento no domínio da investigação científica na área das ciências da terra” adiantou.

A conferência Internacional e Exposição Sobre Rochas Ornamentais visa, entre outros objectivos, a apresentação das potencialidades do sector com vista a atrair investidores. Esta conferência, que hoje termina na cidade do Lubango, abordou, entre outros assuntos, matérias sobre a Cartografia Geológica do Sul de Angola; as potencialidades de Angola em Rochas Ornamentais, com o objectivo de dar a conhecer a disponibilidade da nova Cartografia Geológica de Angola.

No certame foram ainda apresentadas as Oportunidades de Investimento Mineiro para nacionais e estrangeiros, tendo como principal objectivo incentivar os pequenos operadores nacionais e estrangeiros do sub-sector das rochas ornamentais.

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