Enfermeiros pretendem reduzir a burocracia na atribuição da carteira profissional

Os enfermeiros de Luanda, que elegeram Adão Chimuanji para mais um mandato como presidente do Conselho Provincial da Ordem dos Enfermeiros de Angola (Ordenfa), querem que o processo de regularização para aquisição da carteira profissional menos burocrático e defendem o direito dos profissionais sobre as proibições e obrigações durante o exercício da profissão

Por:Maria Teixeira

Adão Chimuanji garantiu, em entrevista exclusiva a OPAÍS, que dará continuidade à construção de estruturas fortes para a capacitação e actualização dos profissionais, no âmbito das especializações. Esclareceu que nesse novo mandato se propõe a juntar as linhas de força anteriores, que é de reduzir a burocracia na construção de estruturas fortes e que visará também a actualização dos profissionais de enfermagem. Justificou que pretendem proceder desse modo porque no período anterior não conseguiram chegar a todos os municípios, como previam, e as actividades ficaram apenas concentradas em Luanda.

“Neste mandato, essa redução da burocracia prende-se na criação de representação da Ordem em todos os municípios com vista a facilitar o processo de regularização dos profissionais. Por exemplo, os profissionais da Quissama não necessitarão de se deslocar a Luanda. Lá terá uma direcção e a mesma vai tratar de tudo. Depois entrarão em contacto com os de Luanda”, disse. Esclareceu que a construção de estruturas fortes tem a ver com a construção da primeira sede de raiz do Conselho Provincial, cuja execução das obras está a caminho de 80 por cento. Esses dois itens vão alinhar-se à terceira linha de força que é contribuir nas sessões de actualização e capacitação dos profissionais, uma vez que nessa sede existirão laboratórios, salas de formação, auditórios, entre outras áreas afins.

contém o nosso Código de Ética e o Estatuto”, afirmou. Entretanto, para a sua concretização prevê a possibilidade de estabelecer parcerias para a formação dos seus membros com instituições brasileiras e algumas clínicas com elevada capacidade técnica e tecnológica, entre as quais a Medical Center. Adão Chimuanji referiu a sua organização tornou-se bastante conhecida devido a um projecto que visou dar a conhecer aos profissionais ,o que era a Ordem e o que fazia. Porque precisavam de se afiliar a Ordem por ser obrigatório.

“Muitas coisas boas foram feitas. Realizamos muitas formações e participamos em muitos actos públicos”, frisou. Para a sua recandidatura, numa eleição em que foi o único candidato, apresentou como lema “por uma Ordem Forte, Coesa e Representativa votem a bastonagem”. Considerou que aqueles que votarem em si continuam a ver os interesses da Ordem salvaguardados. Desde as estruturas de base até ao nível central. “Somos nós que seremos os representantes e a primeira voz dos profissionais de enfermagem”, garantiu.

Ordem pretende fiscalizar unidades sanitárias e de ensino

Adão Chimuanji, que esteve a frente do Conselho provincial nos últimos quatro anos, disse estar preocupado com o tipo de instituições sanitárias que todos os dias aparecem em Luanda, em particular, e no país, em geral. “No âmbito da nossa parceria com o Estado, no que consiste a formação destes profissionais de enfermagem, como é que tais instituições são criadas? Quem autoriza? Quais são os critérios de autorização? O que é que uma instituição que vai formar enfermeiros tem de ter? Estamos preocupados com isso”, desabafou.

Declarou que vão dar continuidade a implementação do processo de fiscalização, com o intuito de inventariar os hospitais e as clínicas que reúnem condições para o exercício da profissão com dignidade. De igual modo, vão fiscalizar as escolas que reúnem condições por considerar em que formar um enfermeiro tem de ter muitos cuidados, por se tratar de um profissional com características específicas e que se falhar o paciente morre. “Ele é quase que

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