Mais de 500 refugiados da RDC repatriados voluntariamente pela ACNUR

Desde o início do processo de repatriamento voluntário levado a cabo a 9 de Outubro do ano em curso, O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), já repatriou um total de 544 refugiados para a República Democrática do Congo

Por:Neusa Filipe

A informação foi avançada, ontem, a OPAÍS pela oficial das Relações Exteriores do ACNUR, Juliana Ghazi, garantindo que o processo está em andamento e pretende-se, até final de Novembro, repatriar voluntariamente com segurança, dignidade e de forma organizada todos aqueles refugiados que queiram regressar às suas origens. Segundo a responsável, já foram disponibilizados dois comboios em direcção ao ponto fronteiriço do Nachir, em Cassai, onde outros comboios seguirão para Cambulo, tão logo seja aberta aquela fronteira. Informou ainda que o objectivo da acção conseguiur dois comboios por semana, mas estão a enfrentar dificuldades, devido ao estado degradado em que se encontram as estradas.

Avançou que começaram com menos comboios que o previsto, mas com a redução das chuvas estão agora a lidar melhor com a situação das estradas. Sublinhou que, tanto do lado de Angola como o da República Democrática do Congo, as estradas não estão nas melhores condições possíveis, sendo o maior desafio. Mas, segundo a responsável, estão a envidar esforços com apoio do Governo e parceiros, o que lhes permitiu repatriar até ao momento o número acima referenciado. “Por termos estradas desafiadoras, preferimos enviar menos comboios desde o início para termos a certeza de que todos cheguem com segurança no outro lado. Agora que já estamos a lidar melhor com as estradas, vamos pôr em acção o nosso plano de liberar dois comboios por semana”, disse.

A oficial salientou que o ACNUR está a acompanhar a todos e a garantir a assistência necessária, quer médica ou alimentar, em coordenação com os seus parceiros, o que está a tornar possível o andamento do processo com normalidade. Lembrou que desde o início da emergência foram assistidos cerca de trinta e seis mil refugiados, dos quais vinte mil acolhidos no reassentamento do Lóvua, província da Lunda Norte. Destes vinte mil, disse que um número significativo já retornou nessa operação espontânea, ao passo que outros pretendem permanecer lá a fim de serem integrados em Angola.

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