Sexta de cultura

Ora, eu que passo a vida a regular, ontem tive de engolir algumas coisas e morder a língua. Passei pelo Museu Nacional da Escravatura, de facto, a estrutura, de tão conhecida, não impressionou, mas fiquei boquiaberto com o público. Centenas e centenas de crianças, tudo o que se deve fazer para se projectar um país com cidadãos melhores. Eram crianças de várias escolas e, melhor ainda, da periferia. Animadas, mas com vontade de aprender, de ser crianças. Depois fui até ao Museu da Moeda, eu a fazer de anfitrião a uma amiga brasileira. Tivemos um guia. E tudo mudou de figura, o museu tornou-se imenso como a história que guarda. Antes no da Escravatura, parei um pouco do lado de fora de uma das salas onde um guia explicava, bem, dava uma aula de história. Claro como a água, com linguagem simples para as crianças. Há um trabalho a ser feito que e preciso valorizar. O jornal OPAÍS traz sempre a peça do mês do Museu de Antropologia, dedica três das suas páginas, todos os dias à Cultura, mas, afinal, há muito mais para narrar. E muitíssimo mais haveria se os museus fechassem um pouco mais tarde, para além do horário de função pública. E sim, os nossos museus têm técnicos que se valorizados podem até ajudar, na arrecadação do turismo e para a conservação dos bens culturais.

error: Content is protected !!