Rui Falcão quer transição de conhecimentos para mulher rural

O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, defendeu a necessidade de se efectuar a transição de conhecimentos para as mulheres rurais, com vista a proporcionarlhes melhores condições de trabalho e de auto-sustento, segundo a Angop

Falando na abertura da palestra sobre “Agricultura familiar como suporte na dieta alimentar”, que marcou o Fórum Provincial da Mulher Rural, o governante disse que se todos trabalharem nesta perspectiva, isso permitirá fazer um enquadramento mais profundo, dando melhores condições de trabalho para que as mulheres rurais possam estar mais integradas na sociedade.

“Podemos ser pioneiros nesta acção, se juntarmos forças e apelarmos às nossas universidades e aos vários órgãos do Estado para que se reflicta sobre esta matéria, para poder ajudar a mulher rural a adaptar-se e a desenvolver-se na perspectiva de uma Angola melhor”, disse Rui Falcão.

Explicou que não se pode apenas pensar na mulher rural como aquela que está no campo, mas preocupar-se com o trabalho que se tem de fazer para adaptá-la ao meio urbano, à nova realidade, “porque, senão, continuarão a ser mulher “rural urbana”, aquela que saindo do campo veio para cidade e se torna zungueira e que se torna trabalhadora da pescaria, entre outros trabalhos”.

De acordo com o governador, é preciso que as mulheres comecem também a reflectir sobre este problema, uma vez que a mulher zungueira e a rural na maioria dos casos estão perante uma questão de sobrevivência e subsistência familiar. Por seu lado, o representante da ADRA, Justino Figueiredo, que falou sobre as experiências da organização no domínio do associativismo e cooperativismo como modelo de desenvolvimento das comunidades, apostando-se nos domínios da alfabetização, registo civil e emissão de Bilhete de Identidade, bem como na produção agrícola através das assistência técnica e por meio da escola de campo do agricultor. O prelector acrescentou ainda que a experiência mostra que as comunidades organizadas têm mais facilidade no acesso aos meios de produção, crédito e de realização de pequenos negócios.

“Digamos que é um modelo de desenvolvimento assente nas comunidades, que tem facilitado várias famílias do meio rural a ultrapassar vários problemas, sobretudo no domínio social e económico, ou seja, por meio das caixas comunitárias as pessoas têm acesso a um conjunto de créditos, realizando as suas actividades agrícola e pecuária e realizam pequenos negócios”, frisou Entretanto, a directora provincial do Gabinete de Acção Social, Família e Igualdade de Género, Leonor Fundanga, referiu que o encontro visou analisar os constrangimento e oportunidades para o empoderamento das mulheres rurais, no quadro do processo de diversificação da economia e promover o desenvolvimento do capital humano e associativismo com realce para as jovens no meio rura.

Segundo a responsável, serviu ainda para definir projectos que contribuem para melhoria das condições da mulher rural no processo de desenvolvimento em curso, a realização de fóruns municipais e provinciais da mulher rural e avaliar o nível de implementação das recomendações do fórum nacional de auscultação da mulher rural e do posterior. Participaram no evento, o administrador municipal, Carlos Guardado, membros do governo provincial, associações e cooperativas de mulheres rurais, entidades tradicionais, bancários, entre outros.

error: Content is protected !!