CASA-CE absorve militantes do projecto “Pomba Branca”

Amanhã realiza-se um acto formal para a recepção destes militantes, sendo que parte deles estão de regresso, passados alguns anos

A direcção da CASA-CE, liderada por André Mendes de Carvalho “Miau”, absorve nesta Quarta-feira, 30, um grupo de militantes do ex-projecto político “Pomba Branca”, cujo acto de adesão acontece na sede do seu Grupo Parlamentar, na Urbanização Nova Vida.

Segundo apurou este jornal de fonte familiarizada com o assunto, parte destes militantes foram dissidentes da CASA-CE e saíram com o ex-secretário provincial de Luanda, Francisco Hebo, tendo seguidamente anunciado a fundação do “Pomba Branca”.

Contra as suas expectativas, este projecto político não foi além por não ter podido legalizar-se como comissão instaladora junto do Tribunal Constitucional (TC), por falta do número de assinaturas exigidas por lei.

O seu líder, Francisco Hebo, rompeu com a antiga direcção da CASA-CE, na altura liderada pelo político Abel Chivukuvuku, sob alegação de mau dirigismo. A saída de Francisco Hebo apanhou de surpresa a própria direcção da coligação, que o acusou, na altura, de estar a cumprir uma agenda de uma mão invisível e para fins inconfessos.

As suspeitas que recaíram sobre este político assentam no facto de em 2012 ter abandonado a UNITA no Cuanza-Norte, um dia antes da realização de eleições gerais desse mesmo ano, onde foi secretário provincial.

Esquecer os resquícios do passado

Sobre o acto de adesão, programado para amanhã, uma fonte da CASA-CE avançou, ontem, a OPAÍS, que o regresso destes militantes é o resultado do apelo de reunificação lançado pelo novo presidente da coligação, André Mendes de Carvalho.

Para a fonte, o novo líder, desde que entrou em funções, manifestou- se sempre aberto a receber todos os militantes que abandonaram o partido, desde que voltem a rever-se no projecto político desta coligação.

Reforçou que, para além destes, há outros militantes que, de forma paulatina, vão regressando à direcção para darem o seu contributo, não só em Luanda, mas também em algumas províncias.

Sem avançar muitos detalhes, avançou que os números são animadores e entre os que regressam à coligação estão alguns dos chamados “independentes”, como é o caso do próprio presidente, André Mendes de Carvalho.

Nova liderança

A nova liderança da CASA-CE resultou do afastamento do expresidente do Conselho Presidencial (CP), órgão deliberativo desta coligação, Abel Chivukukuvu, por cinco dos seis líderes dos partidos que formam esta força política, por quebra de confiança.

Os partidos interpuseram um processo resultante da interpretação de poderes em relação à organização e funcionamento da coligação, o papel e as competências do ex-presidente do Conselho Presidencial. Este processo teve como despacho o esvaziamento dos poderes que o então líder tinha, em relação aos presidentes dos partidos políticos.

O Acórdão do Tribunal Supremo nº 497/2018, processo nº 643- A, interposto pelos partidos políticos, datado de 14 de Agosto, colocou Chivukuvuku como simples coordenador, em vez de presidente da Coligação, como era chamado. Em Fevereiro deste ano, Abel Chivukukuvu foi afastado da liderança da CASA-CE, para o seu lugar foi indicado um dos vice-presidentes, que é o actual líder, desde Maio.

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