Produtora Palan Filmes estreia-se com “Um Dia de Assalto”

Com duração de 90 minutos, o filme foi apresentado à imprensa recentemente, no Cinemax do Xyami Nova Vida e estará disponível para o público a partir de 1 de Novembro

A produtora angolana Palan Filmes, dirigida pelo cineasta Bertin Júnior Wete, tem tudo a postos para na Sexta-feira, 1 de Novembro, brindar o público angolano com o drama “Um Dia de Assalto”, seu primeiro filme.

Segundo o realizador de géneros drama e acção, a longametragem leva à reflexão sobre problemas de cariz social como o desemprego, burla, esquemas de assaltos encabeçados por funcionários de bancos, entre outros dilemas que têm sido alvo de críticas em debates.

“Um Dia de Assalto” conta a história de três jovens que trabalham numa fábrica de transformação de madeira. Por estarem 6 meses sem remuneração, e por um deles ter de custear as despesas da mãe, que padece de uma doença grave, decidem reivindicar seus direitos ao patrão, este, bastante tirano, manda-os para a rua sem pestanejar.

Broca, personagem que tinha a mãe cada dia pior, aflito, precisava de ganhar dinheiro para ajudar a sua progenitora a sair da situação em que se encontrava.

E todos os caminhos curvavam para a perversão. Foi assim que Tércio, seu amigo, que já tinha visitado a casa do patrão que os tinha posto na rua, banhado do espírito de vingança, teve a ideia de criar uma manobra de distração sequestrando a filha do seu ex-chefe, enquanto isso os outros entrarem na sua grande casa para roubarem dinheiro.

O cineasta, em entrevista ao JA, disse que o filme é um alerta para determinados problemas sociais e eventuais consequências na vida do cidadão. Mais focado na realidade da sociedade angolana, com incidência na perda de valores morais, causados, em parte, pelo nível de vida dos angolanos, o filme procura ser uma crítica actual. Para si, “Um dia de Assalto” abre um novo “confronto de ideias” entre espectadores sobre os vários problemas socioeconómicos com os quais se debate a sociedade angolana, com maior realce na juventude.

O produtor, especializado em Edição e Finalização revelou ter procurado, por conta própria, usar a sétima arte como ferramenta educativa, capaz de sensibilizar as pessoas sobre determinados problemas sociais.

“A ideia é aproximar mais o público da produção nacional e tornar o cinema uma fonte de expressão cultural”, argumentou.

Gravação

“Um dia de Assalto” começou a ser filmado em 2016. Com vários takes feitos na cidade de Luanda, o filme – escrito e realizado por Bertin Júnior Wete e produzido pela Palan Filmes Media Company, inicialmente com o título “Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado” -, teria a sua emissão em 2017, mas é foi possível este ano, pelo facto de a produtora ter sido invadida por meliantes que não roubaram nada, contudo, partiram apenas os materiais, inclusive os discos rígidos em que estavam armazenadas as filmagens.

Planos com imagens parciais

Contrariamente do que se esperava, o filme apresentou falhas, na sua maioria técnicas, que até davam a impressão de que tivesse sido gravado com smartphones, como cochichavam alguns jornalistas.

A iluminação foi o primeiro elemento posto em causa; o som chegava com pouca intensidade e, noutras vezes, esteve descompassado em relação às sequências do filme; na execução dos planos médio e retrato algumas partes do corpo do personagem a ser filmado eram quase sempre tiradas do ângulo. Sobre a história, algumas lacunas não foram preenchidas e alguns episódios não tinham conexão.

O realizador

O Bertin Júnior Wete é produtor e realizador de cinema, assim como professor de realização e cinema, TV e edição de imagem. Foi um dos editores do filme “Viva Riva”, considerado a melhor produção africana de 2010. Em 2014 fez a estreia no mercado nacional com “Coração do Homem”.

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