Bolsa de turismo e lazer apresentada aos operadores huilanos

O Ministério da Economia e Planeamento, em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, (BAD) realizou nesta Segunda-feira (28) na cidade do Lubango, capital da Província da Huíla, uma reunião de auscultação aos operadores de turismo, com vista à recolha de contribuições para a elaboração de uma bolsa de turismo

Por: João Katombela, na Huíla

Certame visou, entre outros objectivos, a recolha de contribuições para a elaboração de um documento que vá permitir de um projecto sobre uma bolsa de valores no ramo do turismo e lazer, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI).

Segundo, Jerónimo Pongolola, técnico sénior do Ministério da Economia e Planeamento, o evento foi antecedido por um estudo realizado nas províncias Malanje, Luanda, Benguela, Huíla e Namibe.

“Nestes Estudos foram escolhidos 11 clusters prioritários, como surf, pesca desportiva, vida selvagem, observação de aves, exploradores e outros de interesse nacional” disse.

Na sequência, o técnico sénior do Ministério da Economia e Planeamento, explicou que a recolha de contribuições vai ser feita nas 18 províncias do país.

Por seu turno, a vice-governadora para o sector Económico, Político e Social, Maria João Tchipalavela, informou que a província da Huíla possui condições favoráveis para a materialização deste projecto, que visa igualmente a diversificação da economia nacional.

A governante defendeu a necessidade de se prestar uma maior atenção ao sector do turismo, por forma a torná-lo mais rentável e um factor de criação de empregos, tendo dito que já existe, ao nível da província da Huíla, uma estratégia de desenvolvimento económico,alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2022, em que se junta o Ministério da Economia e Planeamento.

“Para nós, o turismo é uma actividade social de grande influência na diversificação da economia, por isso, a sua contribuição para o bem-estar económico depende da qualidade do serviço que oferecemos. É importante repensar a Saúde, precisamos de ter o mapa epidemiológico da província, de determinadas doenças que podem criar desconfiança para os turistas, internos e externos”, adiantou.

Maria João Tchipalavela, recomendou aos actores envolvidos no sector um maior alinhamento com as políticas governativas, para poderem despertar cada vez mais o interesse do turismo na província, uma vez que tem de se explorar melhor as potencialidades que a Huíla possui.

A ambientalista defende respeito pela biodiversidade

O ambientalista Silvano Leví louvou a iniciativa do Governo, numa altura que o país enfrenta uma das suas piores crises económicas e sociais, que afecta milhares de famílias angolanas.

Para o ambientalista, a exploração turística pode trazer algum valor para o desenvolvimento de um estudo de investigação científica relativo ao conhecimento das valências do ecossistema angolano. “Nós temos um valor muito elevado no que à flora e fauna diz respeito, precisamos conhecêlas, em termos da sua diversidade biológica, para se poder valorar o que se tem! Temos que fazer com que a exploração turística não seja conducente a agressões ambientais, ao eco-sistema”, disse.

No seu entender, torna-se necessário que sejam criadas condições para que os turistas que queiram explorar as áreas apresentadas como potenciais. “Muito mais do que guias turísticos, é preciso que haja regras que regem a obrigatoriedade da conservação e preservação do meio-ambiente, a lei do ambiente é bem clara, proporcionar bom ambiente para a humanidade, mas também fazer com que a humanidade respeita a conservação e preservação da diversidade ecológica”, explicou.

 

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