IDF aberto a parcerias para produção de árvores

O Departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), na província do Huambo, está aberto a estabelecer parcerias com o sector privado, para arrecadar receitas com a produção de árvores diversas.

Explicou que a ideia é que o IDF construa os viveiros e plante as árvores, deixando para o privado a responsabilidade de cuidar das plantas e, depois de crescidas, vendê-las aos interessados.

Caso surjam empresários interessados em firmar esta parceria, Amaro Gimi informou que o IDF deixará de produzir apenas árvores exóticas (eucaliptos, pinheiros, cedros e casuarinas), passando a criar também viveiros de frutícolas e ornamentais que registam, actualmente, muita procura.

Deu a conhecer que o ensaio desta parceria, que se espera efectivar já no próximo ano, poderá ocorrer com os viveiros a serem criados nos municípios da Caála e Bailundo, cada um dos quais com capacidade para produzir entre 50 e 70 mil plantas diversas.

O Departamento do IDF nesta província, de acordo com o seu responsável, produz, todos os anos, em média, 7500 árvores exóticas, que, na sua maioria, são distribuídas gratuitamente às instituições públicas e privadas que as plantam.

Com o estabelecimento da parceria com o sector privado, o número de plantas a produzir aumentará sem comparação, e a instituição receberá 10 por cento de cada árvore vendida, já que todos terão de pagar para adquiri- las.

Está a decorrer, desde o dia 21, a campanha de repovoamento florestal, em que o IDF prevê plantar, até ao final de Março de 2020, 36 mil árvores diversas, entre cedros, pinheiros, eucaliptos e casuarinas.

O chefe do departamento local do IDF fez saber estarem já identificadas áreas prioritárias para repovoar, entre as quais o Sacahála, zona adjacente ao aeroporto, estufa- fria, Quissala, Cuima, Mangumbala e Sanguengue.

Sublinhou que esta campanha de repovoamento florestal, cinco anos depois da última, vai permitir, também, reduzir as oscilações do ciclo hidrológico, cujos impactos negativos têm afectado a produção agrícola, através da irregularidade das chuvas.

Fez saber que das 36 mil árvores constam 30 mil de eucalipto geneticamente melhorado (de rápido crescimento) ofertadas pela empresa Estrela da Floresta, uma sociedade comercial de direito angolano que, no final de 2016, recebeu do Ministério da Indústria uma concessão para a gestão e exploração dos perímetros florestais das províncias do Huambo, Huíla e Benguela.

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