Ministério do Ambiente vai criar ecopontos a partir de 2020

O Ministério do Ambiente vai criar, a partir do próximo ano, contentores de grande dimensão para a colecta selectiva de lixo de várias naturezas, que serão bastante úteis para as comunidades que se dedicam à recolha e venda de produtos reciclados.

Actualmente, a utilização do material reciclado a nível do país está abaixo de 15% e só será possível aumentar com a economia circular, o que ainda não funciona em pleno, segundo o governante.

A economia circular consiste na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por via de novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado.

O secretário de Estado para o Ambiente afirmou ser um elemento- chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inabalável. O que nos trava é que esta economia tem que funcionar através de quem vai recolher e quem vai pagar essa recolha, ou seja, faltanos a parte financeira”.

Declarou que a recolha de material reciclável deve ser uma actividade liberal, assim como devem existir vários pontos de entrega, pesagem e pagamento.

Há ainda a possibilidade da queima dos resíduos sólidos para a produção do cimento e energia. Processo que não é considerado social, mas sim empresarial, porque necessita de investimentos para começar actividade.

Polícia e Exército entram na protecção ambiental

Sobre aprotecção da flora e da água, declarou que estão muito bem protegidos. Segundo o governante, actualmente a sua instituição está a trabalhar na protecção efectiva das nascentes de alguns rios no planalto central. A fauna é o património mais degradante, por ser nela que se registam maior actividade lesiva a nível do país.

Para inverter o quadro, o Ministério do Ambiente está a trabalhar com todas as forças de defesa, entre as quais, o Exército, a Polícia Nacional e os governos provinciais, no sentido de estancar actividade.

Joaquim Manuel apontou o corte indevido de madeira e o abate indiscriminado de espécies como males que estão a ser combatidos, apesar de terem debilidades a sanar, porque a fiscalização é quase impossível a nível do país. Para tal, estão a adoptar novas técnicas, com o uso de instrumentos tecnológicos, tais como câmaras e drones, que estão a funcionar em alguns parques.

Outros meios para reforçar a fiscalização serão implementados a nível do país, e prevê-se a extensão do sector do ambiente a nível dos municípios e comunas, de modo a ter um grupo de fiscais, bem como a utilização de tecnologias para o controlo nas das fronteiras.

Joaquim Manuel anunciou que a sua instituição, em parceria com a Eventos Arena, vai realizar nos dias 5 a 8 de Junho de 2020, na Baía de Luanda, a 7ª Edição da Feira Internacional de Tecnologias Ambientais, sob o lema “promover a economia circular em todos os sectores da vida”.

O acto de lançamento da referida feira contou a presença do presidente do Conselho de Administração do grupo Arena, Bruno Ricardo Albernaz.

De acordo com Joaquim Manuel, a “Ambiente Angola 2020” será um vínculo da promoção da educação ambiental, chamada de atenção para a necessidade da preservação e, paralelamente,promoção das empresas que desenvolvem produtos reciclados, tanto os sólidos como os líquidos.

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