Tudo bem nos reino dos hotéis

Claramente, o SIC e o INADEC não estão a fazer devidamente o seu trabalho. Resta saber por que razão. Refiro-me aos negócios da restauração e da hotelaria em Angola, em que deve haver muita coisa por explicar.

Não é estranho que, tanto em tempo de fartura, como neste de crise, não tenhamos hotéis ou restaurantes com a menor preocupação de publicitarem os seus serviços? Pelos vistos, neste reino a vida vai muito bem.

Há cerca de dois meses tivemos a notícia de que a ocupação média dos hotéis angolanos não ultrapassa os quinze por cento, e isto é anos a fio, dez. Mas os hotéis continuam a não querer ter nem hóspedes, nem clientes, sobem os preços. Está a correr nas redes sociais um vídeo sobre uma factura num hotel de Luanda em que cada ovo fervido custa acima dos mil e duzentos kwanzas.

Nos restaurantes de Luanda, na Ilha por exemplo, um prato de massa, de pacote, sem carne, apenas com salsa, custa acima dos cinco mil kwanzas. Ora, se o país está em crise e as pessoas têm menos dinheiro, como se sustentam tão bem estes empresários que até se dão ao luxo de subir os preços e perder clientela? Não deveria ser o inverso para atrair mais gente e facturar mais vezes? Aqui não, aqui há crise, sobem os preços (o repelente da negralhada, como já ouvi), diminuem a clientela e os hotéis e restaurantes vivem à grande e à francesa (não todos, claro). Só a PGR não vê isso? Não questiona que negócios outros sustentam esta gente? Bem, nos distraem com outras coisas, né?

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