Carta do leitor: A ENDE e os seus cortes (ir)regulares

Por: Domingos Panzo

Saudações a si, ilustre director do jornal OPAÍS, e extensivamente a redacção que faz este periódico. Agradeço pela oportunidade que me deu para poder escrever mais uma carta do leitor.

Sou residente do bairro Golfe 2, há caminho de 4 anos. De lá para cá, tenho constatado um comportamento recorrente por parte dos funcionários da ENDE (Empresa Nacional de Distribuição de Energia).

Confesso que nem toda a vizinhança cultivou o hábito de pagar a energia, e, no entanto, muitos quando vêem um carro operacional da referida empresa escondem-se, incumbindo a tarefa de os atender aos filhos menores de idade e, noutras vezes, fingem mesmo que não há pessoa em casa. Mas ainda há uma parte da vizinhança que honra o compromisso de pagar a energia atempadamente. Sem querer vangloriar- me, digo que sou uma dessas poucas pessoas.

Adiante sobre o comportamento recorrente, na semana finda, nem eu, nem os meus filhos estávamos em casa. Os operacionais da ENDE chegaram até à minha residência, bateram o portão, apercebendo-se de que ninguém ia abrir o portão, puseram-se a trepar o muro do quintal e em direcção ao poste, cortaram a luz.

Mais tarde, quando cheguei, encontrei a casa às escuras, embora tivesse a situação regularizada. Pelo menos que deixassem uma notificação a avisar que fariam o corte no dia seguinte, caso não encontrassem pessoa alguma para os atender. Caso queimassem os meus electrodomésticos ou causassem um curto-circuito que resultasse em incêndio, responsabilizar-se-iam, pois é necessário que se aja com cautela.

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