Ética e derby

Por:Sebastião Félix 

O jornalismo, uma profissão nobre e apaixonante, tem princípios e normas muito próprias. Aliás, não foi à toa que Napoleão Bonaparte escreveu que “tenho mais medo de três jornais do que cem baionetas”. Por esta razão, num Estado democrático e de Direito, esta profissão tem uma posição de destaque, desde que respeite sempre o princípio do contraditório e outras regras de ouro que norteiam o seu exercício. Assim, nas sociedades democráticas, o jornalismo contribui e acaba por dar voz e rosto aos mais desfavorecidos, sobretudo quando os detentores de cargos públicos chamam para si a palavra nepotismo. Neste contexto, o jornalismo angolano deu um passo importante na semana passada com a aprovação do Código de Ética, bem como com a eleição dos membros que vão integrar a Comissão da Carteira e Ética. É uma vitória importante. Os vazios legais começam a ser preenchidos e a classe vai-se tornando mais unida, uma vez que a luta começou com os ventos do multipartidarismo em Angola, isto é, em 1991.

O jornalismo, por incluir o desporto, no derby entre o 1º de Agosto e o Petro de Luanda, no Domingo, no Estádio 11 de Novembro, às 17:00, não pode ser posto de lado, uma vez que haverá cobertura de vários órgãos. Por seu lado, Salomé Marivoet escreveu no Cadernos de Ciências Sociais “O que é Futebol?” a seguinte frase: “Para todos aqueles que gostam de futebol, assistir a um jogo, especialmente quando se trata de um derby, tem um significado que transcende a dimensão de um mero espectáculo”. A frase acima sustenta o duelo. Os adeptos vão vibrar. Que vença o melhor. Porque o futebol é uma festa em que a luta pelas diferenças continuam a ser cada vez mais combatidas e penalizadas. O 1º de Agosto e o Petro são clubes com história no continente africano e um derby para o país. A pressão está do lado dos tricolores, uma vez que não vencem o Girabola há dez anos. E que haja uma cobertura jornalística imparcial.

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