Projecto do Censo piloto sobre agropecuária e pescas apresentado hoje

A apresentação oficial aos jornalistas do processo de recenseamento, acontece hoje, em Luanda, sob égide do Instituto Nacional de Estatística (INE), um processo orçado em mais de USD 24 milhões

Por:Norberto Sateco

Trata-se de uma iniciativa que surge pela primeira vez no período pósindependência, que visa pôr termo às dificuldades e barreiras sobre os indicadores de produção e produtividade nos sectores da agropecuária e pescas. A operação, criada ao abrigo do Decreto 194/18 de 20 de Abril, será um trabalho estatístico para a recolha, processamento e disseminação de dados dos sectores Agrário, Pecuário e Pescas. Para tal, as autoridades afirmam contar com o envolvimento de diferentes actores, com destaque para as famílias camponesas, empresas de produção agrícola, associações de camponeses, entre outras entidades que participam na produção agro-pecuária e pesqueira.

O Governo pensa, com este projecto, poder melhorar os níveis de produção do sector empresarial por via destes indicadores para possíveis investimentos e estudos de mercado. O Recenseamento Agropecuário e Pesca “RAPP” será coordenado pelo INE, coadjuvado pelo Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF) e Ministério das Pescas e do Mar (MINPESMAR), com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (FAO). Mas, o sucesso do mesmo, adiantam as autoridades governamentais, terá de envolver mil e 500 agentes, que vão trabalhar na recolha, processamento e divulgação de dados.

O projecto contempla 25 mil 500 aldeias nas 18 províncias do país, sendo que os agentes já foram recrutados no inicio do ano em curso, segundo o director do INE, Camilo Ceita. “Estão já disponíveis mais de USD 24,9 milhões financiados pelo Banco Mundial”, segundo o responsável, para o projecto que conta igualmente com a parceria dos Ministérios da Agricultura e Florestas, Pescas e do Mar, bem como dos Governos provinciais. No ano passado (2018), o INE já havia realizado RAPP piloto nas províncias do Moxico, Cunene, Uíge, Benguela e Cuanza Sul, atendendo as suas regiões agro-ecológicas e especificidade das práticas agrícolas, piscícola e pastorícia, cujo resultado não foi divulgado.

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