Secretário eleitoral desvaloriza informações sobre candidato favorito à presidência da UN ITA

Victorino Nhany assegurou que a UNITA é um partido cujas bases assentam na democracia. Por este motivo, notou, os candidatos à presidência da organização passam por um processo de eleição e escrutínio e “não por indicação, como acontece noutras formações políticas”

Por:Domingos Bento

O secretário para os assuntos eleitorais da UNITA, Victorino Nhany, desvalorizou as informações postas a circular que apontam o candidato à presidência da UNITA Alcides Sakala como sendo o concorrente escolhido pela direcção do partido para assumir a presidência. Segundo Victorino Nhany, quem tem o poder de decidir sobre a figura que vai assumir a presidência do partido são os delegados ao XIII Congresso Ordinário que se realiza de 13 a 15 deste mês, em Luanda. A escolha, de acordo com a fonte, vai recair para o candidato que apresentar o melhor programa, capaz de merecer o voto de confiança dos eleitores. E, actualmente, os cinco concorrentes estão a trabalhar para apresentarem, no grande dia, as suas razões e sustentabilidade que visam o fortalecimento e a coesão do partido.

Explicou que as informações postas a circular, de que Alcides Sakala já foi preparado para assumir a presidência, que os outros candidatos estão apenas a fazer figura, “são falsas”, pelo que desaconselha as pessoas a acreditarem nos seus promotores. A UNITA, frisou, é um partido cujas bases assenta na democracia. Por esse motivo, notou, “os candidatos à presidência da organização passam por um processo de eleição e escrutínio, e não por indicação como acontece noutras formações políticas”. “Não há favoritos. Quem decide tudo são os delegados, mediante os programas dos concorrentes. E neste momento todos os cinco estão à altura de ser o futuro presidente do partido. Agora, têm é de submeter os seus programas aos delegados e esses vão votar naquele que melhor convencer”, reforçou.

Não há discriminação

Por outro lado, Victorino Nhany desmentiu existir uma suposta corrente interna no partido que visa discriminar a imagem dos candidatos Adalberto Costa Júnior e Raúl Danda. Segundo o político, actualmente, todos os concorrentes estão a concorrer em pé de igualdade e ninguém é mais especial que o outro pela cor da pele, origem ou anos de militância. Recordou que a situação que se registou no início das candidaturas, de Alberto Costa Júnior e Raul Danda, relativamente à dupla nacionalidade e aos anosde militância, respectivamebte, são procedimentos normais dentro dos estatutos do partido e que se deve à obediência e ao escrupuloso cumprimento. De referir que concorrem à presidência da UNITA, para substituir o actual líder, Isaías Samakuva, Alcides Sakala, Camalata Numa, Raúl Danda, José Pedro Kachiungo e Adalberto Costa Júnior. Samakuva lidera a UNITA desde 2003, na sequência de um Congresso Extraordinário realizado em Luanda após à morte em combate do presidente-fundador Jonas Savimbi, a 22 de Fevereiro de 2002, no Moxico.

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