Governador de Cabinda garante que alunos deixarão de ter aulas no Congo

Marcos Alexandre Nhunga disse que, à semelhança de outras áreas, a educação é sector que ainda se debate com muitos problemas na província. Porém, de forma a mitigar esta problemática, o governante deu a conhecer a OPAÍS a existência de algumas medidas que visam oferecer maior oportunidade escolar aos citadinos locais

Domingos Bento

O governador provincial de Cabinda, Marcos Alexandre Nhunga, garante que o seu Executivo está afincadamente a trabalhar para permitir que os alunos angolanos deixem de ter aulas na República Democrática do Congo por falta de escolas na província.

De acordo com o governante, não é verdade que a problemática da educação em Cabinda esteja totalmente resolvida, como avançaram, durante muito tempo, algum segmentos da sociedade local. Conforme explicou, à semelhança de outras áreas, a educação é um sector que ainda se debate com muitos problemas na província, o que tem forçado a transição de cidadãos nacionais a estudarem nas zonas fronteiriças com a RDC, por esta apresentar melhores alternativas. Para se mitigar esta problemática, Marcos Alexandre Nhunga garante que existem algumas medidas que visam oferecer maior oportunidade escolar com vista a travar a transição de angolanos para estudar no Congo. Dentre as medidas, o governador apontou a implementação e a execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) a nível da província. Dentro do referido plano, explicou, está contemplada a construção e a recuperação de salas de aulas e de escolas para assegurar uma melhor oferta escolar aos citadinos locais.

“Estamos a identificar a nível dos municípios. Mas, actualmente, temos mais de mil crianças força do sistema de educação, além das outras tantas que vão estudar no outro lado da fronteira. Vamos descobrir onde estão essas crianças para podermos integrá-las dentro do nosso sistema”, frisou. Marcos Alexandre Nhunga, que reconhece a limitação das verbas, entende que os problemas da educação, por serem estruturantes, não se resolvem numa só altura. Mas, apontou, é possível fazer-se um esforço e trabalhar com disciplina e foco para mitigar as preocupações e oferecer melhor oportunidade aos cidadãos. “O anterior governador fez um trabalho excelente que hoje é conhecido pelos populares. Actualmente, Cabinda está mudada. Vamos é continuar com esse trabalho e permitir que os nossos cidadãos tenham, de facto, orgulho de viverem na província. O desafio é grande, mas vamos prosseguir”, assegurou o governante.

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