Ministério procura patrocínio para o 1º Dicionário Ambiental

A ministra do ambiente, Ana Paula Francisco, disse ontem, em Luanda, no I Workshop sobre Jornalismo e Ambiente, que o seu ministério já tem preparado um Dicionário Ambiental, documento que precisa apenas de patrocínio para a sua publicação

Por:Romão Brandão

O anúncio segundo o qual o Dicionário Ambiental está elaborado, foi feito pela Ministra do Ambiente na ocasião em que falava sobre como comunicar e as definições de determinados termos técnicos. O importante documento, que foi elaborado por técnicos do ministério em causa, aguarda apenas por um patrocinador para a sua publicação. Ainda no diapasão da questão como comunicar, a ministra Ana Paula Francisco disse ser pretensão do seu ministério organizar também o I Workshop sobre Desenvolvimento Sustentável em Angola, uma vez que o rumo a dar a este tipo de desenvolvimento é crucial para a nossa sobrevivência.

Esta parceria entre o Ministério do Ambiente e o SJA poderá dar continuidade aos projectos que não tenham sido implementados depois dos outros seminários realizados, como a criação de um “núcleo de jornalistas ambientais”, por exemplo. A ministra encorajou a criação deste núcleo e defende que não seja só mais uma associação ou um mero núcleo. “Ainda não sinto que o ambiente é bem noticiado, pelos desafios que se impõem, pela própria pressão e pela mudança rápida daquilo que temos estado a sentir no mundo. Vamos sentindo que alguns fenómenos que advogávamos há vinte anos hoje são realidades. Por isso, apelo àmais divulgação nos meios de comunicação e em várias línguas nacionais”, exortou.

Encontro serviu também para troca de contactos

O I Workshop sobre Jornalismo e Ambiente terminou ontem,em Cabo Ledo, e na ocasião do encerramento o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas (SJA), Teixeira Cândido, disse que algumas vezes a abordagem marginal de alguns assuntos ambientais por parte dos jornalistas decorre do não conhecimento profundo dessas matérias.

Por isso, surgiu esta parceria no sentido de solidificar os conhecimentos. Acredita que, ao munir os jornalistas de conhecimentos ambientais, esses profissionais poderão ser também activistas do meio ambiente ali onde estiverem inseridos. Em nome dos jornalistas participantes no evento falou José Silva, jornalista da LAC e membro da Juventude Ecológica de Angola, que enalteceu a iniciativa do Ministério do Ambiente e do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, uma vez que este encontro serviu para esclarecer também questões técnicas e ajudar os jornalistas a melhorar a comunicação.

“Tivemos também contacto com futuras fontes para trabalho jornalístico, para esclarecer ou abordar um ou outro caso a seu tempo. Os técnicos apresentaram de forma aberta os assuntos que dominam, informações que muitas vezes não colocam à disposição dos jornalistas por falta de ordens superiores ou por uma outra causa. Sendo o jornalismo uma actividade urgente, quando não temos estas fontes o trabalho desejado acaba por não ser feito”, disse. Fica o desafio aos jornalistas, segundo José Silva, de ir informar, levantar problemas, mas com uma responsabilidade que deve ser sempre e só a sua. Devemos nos perguntar, enquanto cidadãos, o que temos feito para preservar o ambiente e não apenas estar a criticar o Governo e Associações sobre o que não foi feito.

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