CEDEAO ameaça aplicar sanções aos políticos que perturbarem presidenciais do dia 24 na Guiné-Bissau

Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) ameaçou aplicar sanções aos políticos guineenses que perturbarem as eleições presidenciais no próximo dia 24

CEDEA Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) ameaçou ontem, Domingo, aplicar sanções aos políticos guineenses que perturbarem as eleições presidenciais no próximo dia 24 e encorajaram o primeiro- ministro, Aristides Gomes, a continuar a organização do escrutínio.

Em comunicado de fim de uma missão ministerial, a organização oeste-africana voltou a frisar o seu apoio e reconhecimento a Aristides Gomes como primeiroministro da Guiné-Bissau, cujo Governo, realçou, teve o programa aprovado no Parlamento do país. “A missão reafirma o seu apoio pleno ao primeiro-ministro, Aristides Gomes, que viu o seu programa do Governo aprovado na Assembleia Nacional Popular a 15 de Outubro, confirmando assim a confiança e o apoio do Parlamento ao Governo”, disse o presidente da comissão da CEDEAO, Jean Kassi Brou, ao ler o comunicado final da missão.

A missão ainda reiterou o “carácter ilegal” do Decreto do Presidente guineense, José Mário Vaz, pronunciado no dia 29 de Outubro, no qual demitiu o Governo de Aristides Gomes, nomeando no dia seguinte Faustino Imbali como novo primeiroministro. A missão ministerial da CEDEAO salientou novamente que a organização poderá impor sanções individuais a quem tentar perturbar as eleições do próximo dia 24.

A organização encoraja o Governo de Aristides Gomes a intensificar a luta contra o tráfico de droga, que “continua a ser uma ameaça para a segurança e estabilidade da Guiné-Bissau e toda a sub-região”. No comunicado, a CEDEAO felicita o início da campanha eleitoral, no Sábado, e apela aos 12 candidatos para “competirem dentro de um espírito positivo, sem violência”, confirmando a sua decisão de enviar 70 observadores eleitorais, com o objectivo de contribuir para o “reforço da transparência e credibilidade” do processo.

O comité ministerial felicita também os apoios da União Africana, União Europeia, Organização das Nações Unidas (ONU), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de Angola, Portugal, Espanha e Estados Unidos face à “posição da CEDEAO em relação ao Governo legítimo da Guiné-Bissau”. A missão da CEDEAO felicitou ainda o “profissionalismo” da Ecomib – força de interposição desta organização, na Guiné- Bissau desde um golpe de Estado militar em 2012 – e a “neutralidade” demonstrada pelas Forças Armadas da Guiné-Bissau. A missão antecede uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da organização, que vai decorrer Sexta-feira no Níger para tratar especificamente da crise política na Guiné- Bissau.

error: Content is protected !!