Candidatos à presidencia da UNITA desdobram-se na busca do voto

Os candidatos à presidência da UNITA continuam a galgar o país adentro para conquistarem a confiança dos militantes e dos delegados durante o XIII Congresso, a ser realizado em Luanda de 13 a 15 deste mês

À semelhança do que vem acontecendo desde o início da campanha eleitoral, os cincos concorrentes estão a mostrar aos delegados e aos militantes as suas linhas de força. É o caso de Alcides Sakala que, em Benguela, instou o seu partido a começar a pensar em possíveis eleições primárias, modelo adoptado por muitos partidos no mundo, em que todos os militantes têm direito a voto, contrariando ao actual cenário no qual apenas delegados a congressos votam.

O porta-voz cessante da UNITA fala da necessidade de se aprofundar o debate interno em torno do processo democrático que pode desembocar em eleições primárias, uma vez que a sua agremiação política tem sido aquela que dá lição de “democracia” aos seus adversários políticos, com o MPLA a encabeçar a lista.

À imprensa, Alcides Sacala referiu que o assunto foi debatido durante a preparação das teses que serão aprovadas em sede do XIII congresso: “Reflectiu- se profundamente, mas este debate é evolutivo”, justifica. Alcides Sacala, de quem se diz ser o candidato da continuidade – e, supostamente, indigitado por Samakuva – esteve recentemente em Benguela a caçar votos, ocasião aproveitada para lançar o apelo para a necessidade de se preservar a coesão no seio da agremiação política, que permita consolidar a democracia interna.

Depois de Danda e Katchiungo terem já passado por Benguela, chegou a vez de Sakala enamorar os delegados ao Congresso, argumentando que ele é a melhor pessoa para dirigir o partido nos próximos 4 anos.

Numa praça historicamente importante para a vida política do seu partido, Alcides Sakala veio a Benguela dizer que, e à semelhança de Danda, caso os votos se lhes sorriam no congresso de 13 de Novembo, na capital do país, deverá ter Isaías Samakuva na sua estrutura directiva, justificando que, com o gesto, valorizar- se-á a pessoa de Samakuva.

Há um assunto acerca do qual os candidatos ao cadeirão máximo do maior da Oposição se esquivam a abordar, fundamentalmente quando abordado pela imprensa, relacionado com a tese de que o presidente não seja necessariamente cabeça-delista à Presidência da República, facto que, segundo membros do galo negro exigirá a revisão dos documentos reitores do partido fundado por Jonas Savimbi.

Questionado pela imprensa se será candidato à PR caso vença, Sakala limitou-se apenas a responder que o assunto figura do pacote das teses que foram discutidas a nível de conferências em todo país.

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