Comércio diamantífero factura mais de USD 290 milhões no último trimestre

O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo (MIREMPET) revela um aumento na produção de diamantes, no ultimo trimestre, na ordem de 2,29 milhões de quilates representando mais de 790 mil em relação ao período anterior

As autoridades angolanas estimam aumentar a produção diamantífera na ordem de 14 milhões de quilates, até ao ano de 2022, com a entrada em funcionamento, próximo ano, da Mina de Luaxe, localizada na província da Lunda Sul. Segundo fez saber o secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio da Rosa Victor, na apresentação do balanço da produção diamantífera do último trimestre, apesar de ter registado algum aumento na ordem dos mais de 2 milhoes de quilates, em relação ao mesmo período do ano anterior, “ainda é insuficiente face ao contributo necessário ao Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).”

Em relação às receitas brutas, referentes a este mesmo periódo, registou-se um aumento na ordem de 62,06 milhões de dólares, estando a sua comercialização estimada em mais de USD 290 milhoes.

Quanto à meta a alcançar em 2022, de 17 milhões de quilates por ano, esclareceu o dirigente, representa quase o dobro da produção actual do país, cifrada em 9,5 milhões, daí este ser um kimberlito que está a ser visto como altamente estratégico para o sector.

Opaís sabe que o investimento é de USD 250 milhões a USD 300 milhões para o arranque da produção da mina, a ser desenvolvida de forma faseada, no sentido de num período não superior a (5) anos, a mina equipara-se com a de Catoca. Catoca conta actualmente com uma produção de quase 10 milhões de quilates por ano.

Com uma reserva estimada em 350 milhões de quilates, os trabalhos de prospecção geológica e levantamento geofísico da mina tiveram início em 2008. O kimberlito, descoberto em 2009, ocupa uma área de 100 hectares e está projectado para atingir uma profundidade de 400 metros.

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