Curto-circuito deflagra farmácia do Hospital de Lobito

O responsável da unidade sanitária, Luís Varanda, tranquiliza os utentes e diz que foram criadas farmácias alternativas, de modo a não condicionar o abastecimento de medicamentos aos utentes

O hospital regional viu enormes quantidades de medicamentos e material gastável queimado, Segunda-feira, 04, na sequência de um incêndio ocorrido naquela unidade sanitária de referência. Em entrevista a OPAÍS, Luís Varanda revelou que o facto deveu-se à oscilação de energia eléctrica, caracterizada ‘pelo vai e vem’, tendo causado um curto- circuito nos aparelhos de arcondicionado.

“E as instalações estavam permanentemente sob pressão. Com esta chuva miudinha, causou um incêndio no ar condicionado e, como nós tínhamos a farmácia bem fechada, aconteceu”, contou o responsável.

De acordo com Luís Varanda, houve uma pronta intervenção das autoridades 10 a 15 minutos depois do sucedido. “Naturalmente, uma farmácia repleta com medicamentos e materiais gastáveis e um potente processo de combustão aí o fogo ardeu”, disse, para quem ainda não se procedeu ao levantamento do prejuízo. “Neste momento, estamos a gerir o assunto”, reforça.

O responsável da unidade sanitária tranquiliza os utentes, garantindo que o incêndio não vai, de maneira nenhuma, condicionar a distribuição de medicamentos, porquanto foram criadas condições para uma farmácia. “É uma perda irreparável, mas temos algum conforto financeiro e também temos o apoio directo do depósito de medicamentos provincial e todo o governo vai fazer esforço para garantir que o trabalho não pare”, afirma.

Salienta-se que no último fimde- semana a província de Benguela, com destaque para os municípios Lobito, Catumbela, Baía-Farta e Catumbela e o sede, viveram problemas de falha de electricidade, antecipado por um comunicado de imprensa da ENDE que alegava razões de natureza técnica como estando na base.

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