Fábrica de diamante vai lapidar 100 mil quilates/ano

O mercado angolano conta com mais uma fábrica de lapidação de diamante denominada KGK, resultante de um investimento USD 60 milhões, perfazendo um total de quatro unidades industriais em todo o país

O grupo indiano KGK inaugurou ontem Segunda- feira, 4, a sua primeira fábrica de lapidação de diamantes, em Luanda, resultado de uma parceria com a SODIAM, EP e com a UST. Até agora, foram instaladas quatro fábricas nomeadamente, APD, ASPD, Pedras Rubras e a KGK. Segundo o ministro dos Recursos Minerais, Diamantino de Azevedo, o governo elaborou uma estratégia para o sector dos diamantes, que consiste na prospecção e exploração de diamantes, aumento da lapidação para acréscimo de valor às pedras preciosas.

“Com a inauguração da fábrica KGK estamos a cumprir com a orientação do Presidente da República, em aumentar às condições para o acréscimo de diamantes produzido no país”, explica.

Segundo o titular da pasta dos Recursos Minerais e Petróleo, ao nível do Executivo a meta passa por concluir o pólo diamantífero na província da Lunda-Sul, município de Saurimo, razão pela qual, estão a ser criadas as condições nomeadamente, infra-estrutura, sistema de comercialização, lapidação de diamantes para atrair investidores privados àquela região.

“Com este projecto prendemos atrair mais iniciativa e projectos dessa natureza, no sentido de se instalarem nas províncias produtoras de diamantes”, explica. No que toca à exportação, Angola envia os diamantes para o Dubai, Bélgica, China, Israel e Índia, países que têm papel de relevo nestes negócios. Segundo Diamantino Azevedo, este ano espera -se produzir e exportar 9 milhões de quilates de diamantes.

“Grande parte do diamante é exportada de forma bruta e uma pequena parte já é lapidada pelas quatro fábricas existentes no país”, disse. Por sua vez, o gestor do grupo KGK, Sandeep Kothari, avançou que para a construção da fábrica de lapidação de diamantes serão investidos USD 60 milhões e prevê ascender aos USD 120 milhões em 2020. Até ao momento, já foram investidos USD 5 milhões.

Segundo o responsável, a fábrica tem uma capacidade de processar 100 mil quilates de diamantes bruto e no primeiro semestre de 2020 contará com 200 funcionários divididos em diversos sectores. “A empresa conta com 50 quadros angolanos e com suporte técnico de 25 quadros qualificados provenientes da India, cuja principal missão é a formação e a transferência de conhecimentos para a mão- de- obra nacional”.

20% da produção nacional será alocada às fábricas Já o Presidente do Conselho de Admiração da SODIAM,EP, Eugénio Bravo da Rosa, referiu que pretende- se aumentar a capacidade de lapidação de diamantes para 20%, tendo em conta que a capacidade nacional actual está na ordem de 2 %.

“A nova lei prevê que 20% da produção nacional seja alocada às fábricas de lapidação de diamantes, portanto, é a meta que se pretende atingir nos próximos anos”, explica.

Questionado se as quatro fábricas de lapidação vão responder a meta do governo, referiu que não pelo facto de ser um processo e muitas unidades não usam a capacidade instalada, à medida que as fábricas desenvolvem aumentam o nível de produção.

A próxima fábrica será inaugurada no pólo diamantífero de Saurimo. Em 2018, o país exportou 1.2 milhões de diamantes . A Nova unidade fabril KGK vai utilizar a sua rede de escritórios em todo o mundo para vender diamantes angolanos.

Os diamantes serão todos certificados pelo Instituto Gemológico da América (GIA), o principal laboratório para classificação de diamantes, aumentando assim o quociente de credibilidade. KGK com tecnologia de ponta A KGK é uma das empresas mais rápidas a dotar uma combinação única de galáxia e software sarin versão 7, que ajudou a reduzir o tempo necessário para planear a pedra e optimizar o valor dos produtos.

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